Energia de Itaipu segue abaixo do mercado e mantém trajetória de competitividade

Usina de Itaipu. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

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Queda de custos após quitação da dívida mantém energia da usina abaixo da média do mercado regulado.

Em 2026, o custo da energia de Itaipu segue abaixo das principais referências do mercado regulado, em um cenário de redução estrutural após a quitação da dívida e de manutenção da governança binacional prevista em tratado internacional.

Os dados mais recentes refletem esse quadro. No reajuste tarifário da distribuidora Enel Rio, o custo médio da energia de Itaipu foi de R$ 217,00/MWh, inferior ao das usinas cotistas da Lei nº 12.783/2013 (R$ 236,73/MWh) e abaixo do preço médio de aquisição das distribuidoras no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), estimado em R$ 342,71/MWh, conforme projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O resultado mantém a trajetória observada em 2025, quando o custo médio da energia de Itaipu foi de R$ 221,30/MWh, já inferior à média do mercado regulado.

O bom desempenho está diretamente associado à mudança estrutural ocorrida com a quitação integral da dívida histórica da usina, concluída em fevereiro de 2023. Até 2022, a tarifa média era de US$ 27,86/kW.mês. Com o encerramento do passivo, o valor caiu para US$ 20,23/kW.mês e foi fixado em US$ 17,66/kW.mês para o período de 2024 a 2026, uma redução de 36,6%.

No período pós-quitação da dívida, a Itaipu também destinou cerca de R$ 5,7 bilhões ao setor elétrico para mitigar impactos tarifários e contribuir para a modicidade tarifária.

Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

Governança binacional

A operação da usina segue ancorada em sua governança binacional. Brasil e Paraguai compartilham as decisões sobre operação, política tarifária e destinação de recursos, conforme estabelecido no tratado internacional que rege a empresa. Nesse contexto, está em curso a revisão do Anexo C, mecanismo previsto no próprio Tratado para atualização das bases econômico-financeiras da usina neste novo ciclo. As tratativas são conduzidas pelas Chancelarias dos dois países-sócios da usina.

Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, a perspectiva é de queda do valor da tarifa, a partir das negociações em andamento entre Brasil e Paraguai. “A ideia é que, no máximo em dezembro desse ano, a gente possa anunciar a tarifa para o ano que vem ou para os próximos anos, depende da negociação e como se monta isso. Mas uma coisa é certa, a partir do ano que vem, seremos a menor tarifa do país”, disse Verri, em entrevista a jornalistas no último dia 13.

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