Menção honrosa póstuma à profissional da Itaipu reconheceu sua contribuição científica nas áreas de recursos hídricos e sustentabilidade
A bióloga Simone Frederigi Benassi (in memoriam) foi homenageada com menção honrosa no prêmio Mulheres das Águas, promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
A cerimônia aconteceu na noite de quarta-feira (18), no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. A irmã gêmea de Simone, Roseli, recebeu o prêmio diretamente das mãos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; da primeira-dama, Janja da Silva; e do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.
Bióloga e mestre em engenharia hidráulica e saneamento, Simone faleceu no dia 5 de novembro de 2025, aos 50 anos, 23 deles dedicados à Itaipu. Apaixonada pela ciência e comprometida com o interesse público, foi referência nas áreas de limnologia, saneamento ambiental e gestão territorial. Na hidrelétrica, liderou projetos voltados à proteção do reservatório, à conservação da biodiversidade e à segurança hídrica.
Durante a solenidade, a primeira-dama fez uma fala emocionada sobre a Simone. “Celebro aqui o legado extraordinário que ela deixou na Itaipu Binacional. Foi uma cientista incrível, que deixa um exemplo de amor incontestável ao seu trabalho”, disse Janja.

A irmã da bióloga afirmou que a família percebe a homenagem como reconhecimento. “Receber essa menção honrosa em nome da Simone desperta em mim e na minha família um sentimento profundo de emoção, gratidão e orgulho. É uma forma muito especial de ver reconhecida a história, os valores e tudo aquilo que ela representou em vida. Valores esses advindos dos meus pais, que sempre prezaram pela educação acima de tudo”, disse Roseli Frederigi Benassi, professora na Universidade Federal do ABC (UFABC).
Outro sentimento relatado pelos familiares foi o de saudades. “Ao mesmo tempo, esse momento também traz saudade, mas acompanhada de carinho e da certeza de que seu legado permanece vivo em cada pessoa que foi tocada por ela. Eu tive o privilégio de ser sua irmã e dividir o mesmo DNA. Nos sentimos acolhidos e honrados por essa lembrança tão significativa. Que seu legado seja inspiração para o sobrinho e as sobrinhas e para todos que conviveram com ela”, estimou Roseli.
Amiga de Simone, a assistente da Diretoria-Geral Brasileira da Itaipu, Gisele Ricobom, participou da cerimônia de premiação. “A família e os amigos da Simone receberam uma justa e merecida homenagem pelo legado extraordinário da Simone. Janja, que a conhecia de Itaipu, fez uma fala sensível, reconhecendo a cientista qualificada que justificou a menção honrosa, especialmente pelo trabalho realizado em Itaipu”, relatou.
Para Ricobom, a bióloga, além de ter sido uma profissional altamente competente, era comprometida e apaixonada pela área socioambiental da Itaipu. “Simone foi uma das pessoas mais dignas e verdadeiras que conheci, sempre sensível com as desigualdades sociais. Seu trabalho mudou a vida de muita gente”, contou.
Silvana Vitorassi, também assistente da Diretoria-Geral Brasileira da Itaipu, disse que a homenagem reconhece a grandiosidade da Simone. “Mais do que um legado técnico, que sem dúvida marcou sua trajetória, Simone nos deixa um exemplo de vida, de dedicação, de compromisso com as questões socioambientais, com a melhoria da vida das pessoas com quem e para quem atuou. Sempre com amor, alegria, muita inteligência e espírito colaborativo, transformava todos os ambientes por onde passava, tornando-os melhores”, recordou.
Também acompanharam a cerimônia o diretor financeiro da Itaipu, André Pepitone, e os colegas da Divisão de Reservatório André Watanabe e Rinaldo Antonio Ribeiro Filho.
O prêmio “Mulheres das Águas” foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Na edição deste ano, 11 mulheres foram premiadas e outras três receberam a menção honrosa, entre elas a colega Simone.






