Voçoroca de quase um milhão de metros quadrados impactou área agrícola do município. Projeto inclui parque linear e plantio de árvores nativas
As obras para conter uma erosão de grandes proporções no município de Loanda, no Noroeste do Paraná, entraram em sua fase final. Com investimentos de aproximadamente R$ 25 milhões da Itaipu Binacional, o projeto, além de resolver o problema, trará uma nova área de convivência para os moradores.
Conforme explica o diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, Loanda encontra-se em uma região de solos frágeis, conhecida como Arenito Caiuá, localizada na bacia hidrográfica do Rio Paraná Parte 1. “Trata-se de um investimento que indiretamente contribui com a qualidade da água do reservatório da Itaipu e, portanto, com a geração de energia. Ao conter a erosão, além de melhorar a qualidade de vida da população, também estamos reduzindo o aporte de sedimentos que chegam ao Rio Paraná”, afirma.

No estágio atual, já está concluído o dissipador, estrutura construída na parte final do canal para diminuir a velocidade da água e retardar o processo erosivo; e está em curso da concretagem dos últimos metros do canal que será conectado à rede de captação de água pluvial do município, e passará a coletar todo o volume de água que antes era direcionada ao leito da voçoroca.
Para a aposentada Maria José Farias dos Santos, moradora de um imóvel afetado pela erosão, a obra atende a uma demanda antiga da comunidade. “Muita gente já prometeu resolver isso no passado, e não esperávamos mais que iam resolver. Achava que esse buraco ainda ia levar a minha casa”, conta. “Mas agora, finalmente, resolveu”.

Além das obras civis, o projeto inclui serviços de bioengenharia, como o plantio de árvores nativas, que vão contribuir para dar mais estabilidade e proteger o canal que foi construído. “Além de evitar da erosão se expandir, vamos ter a recuperação dessa área com um parque linear”, comemora o prefeito de Loanda, Zé Maria. “Essa obra está impedindo a destruição de Loanda”, completa.
Conhecido como “erosão água de mina”, o enorme buraco tem quase 2,5 km de extensão, com 150 metros de largura média e profundidade de até 30 metros em alguns pontos. Sua área total é de aproximadamente um milhão de metros quadrados. As obras fazem parte de um convênio entre a Itaipu e o Instituto Água e Terra (IAT), com valor total de R$ 46 milhões.






