Monitoramento e Avaliação Ambiental
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O comprometimento da Itaipu com a questão ambiental e principalmente com a qualidade da água do Rio Paraná se revelou antes mesmo das obras do empreendimento. O monitoramento da água iniciou em 1977 com o objetivo de caracterizar e avaliar as alterações no ecossistema aquático com a finalidade de propor ações mitigadoras dos possíveis impactos além de proporcionar o uso múltiplo da água.

A partir de então outras ações de monitoramento foram sendo incorporadas e novas metodologias foram propostas para atingir aqueles e novos objetivos, como por exemplo, verificar a melhoria da qualidade da água por meio de ações conservacionistas de água e solo propostas pelo programa Cultivando Água Boa. Essa nova rede estabelecida vem demonstrando resultados interessantes e positivos que nada mais são do que frutos colhidos por toda a comunidade da região.

Laboratório Ambiental

O Laboratório Ambiental  da Itaipu  foi implantado em 1991 e atualmente realiza cerca de 13 mil exames por ano, atendendo as necessidades de varias ações ambientais desenvolvidas por diversas áreas da empresa, compreendendo a sua atuação em pesquisas e monitoramento ambiental e biológico.

A evolução dos métodos e da tecnologia dos equipamentos fazem do Laboratório Ambiental da Itaipu uma referência no campo da prevenção, diagnóstico e controle de doenças, na obtenção de parâmetros de análises ambientais e no desenvolvimento de pesquisas. A partir do estudo dos dados obtidos é possível elaborar um perfil do meio ambiente e traçar metas para melhorar a qualidade de vida no ecossistema.

Monitoramento participativo

Tendo em vista os problemas nacionais e regionais da qualidade das águas para abastecimento público, recreação, geração de energia e outros usos, e a freqüente floração de algas indesejáveis e a proliferação excessiva de plantas aquáticas, torna-se imprescindível um programa de monitoramento e avaliação ambiental que represente um método seguro para verificar as necessidades reais de intervenções em bacias hidrográficas.

Por isso, a Itaipu Binacional elabora sistematicamente diagnósticos do reservatório e de sua área de influência, a fim de fornecer parâmetros e indicadores que orientem e atestem os aspectos ambientais relacionados às ações desenvolvidas na BP3.

Um dos objetivos é estimular e auxiliar a criação de grupos de agentes comunitários, em caráter voluntário, para a avaliação da qualidade da água dos rios das microbacias da região, utilizando ferramentas integradas de análise, e assim formar uma rede de monitoramento participativo.

Para atender aos objetivos desta iniciativa, a Itaipu mantém o monitoramento em antigas estações localizadas estrategicamente na BP3 (43 estações) e que são de extrema importância para avaliação das tendências do ecossistema.

Já o programa participativo de avaliação da qualidade da água com os agentes comunitários conta com o acompanhamento periódico de pesquisadores, visando a auxiliar o grupo de voluntários a alcançar padrões excelentes de eficiência e de forma a tornar os dados reconhecidos oficialmente. O estabelecimento dos locais de coleta, periodicidade e formas de divulgação dos resultados são decididos em comum acordo entre as partes envolvidas.

Com o monitoramento participativo foram criados sete grupos de agentes comunitários, que monitoram os rios Sabiá e Xaxim, nos municípios de Matelândia e Céu Azul, os rios Toledo e Lopeí, no município de Toledo, na Sanga Funda e no rio Ouro, no município de Ouro Verde do Oeste, nos rios Tucano e Guavirova, no município de Santa Terezinha de Itaipu, e nos rios São João e Buriti, no município de Itaipulândia.

Outra frente de trabalho do programa é uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que permitiu elaborar um diagnóstico das águas subterrâneas da Bacia do Paraná 3.

Além dos benefício para a comunidade em geral, o programa é de grande utilidade para os Comitês de Bacia, porque conseguem elaborar um Plano de Gerenciamento da Bacia detalhado, com base nos dados coletados, dando suporte à tomada de decisões quanto aos padrões de qualidade das águas compatíveis com seus usos múltiplos.

Os atores sociais da BP3 são protagonistas no monitoramento, avaliação, redefinição e implementação participativa dos programas e ações do Cultivando Água Boa.

O acompanhamento dos resultados e progressos do programa Cultivando Água Boa é feito de forma contínua tanto internamente quanto com o público externo.

Internamente é realizado através do sistema informatizado GPA – Gestão de Programas e Ações onde são registradas a evolução física, as metas, evolução financeira e análise do previsto x realizado, com a conseqüente revisão.

Externamente, o acompanhamento é realizado sistematicamente pelos comitês gestores, mas anualmente, integrando todas os programas e ações, é realizado um amplo processo de avaliação e planejamento, através dos pré-encontros e encontro do Cultivando Água Boa. Primeiramente, são realizadas reuniões em cada município para avaliar as ações dos programas em desenvolvimento. Participam os membros dos comitês das microbacias e outros parceiros. Eles fazem avaliação e propõem melhorias, inclusive de práticas e iniciativas de outros parceiros.

Após os pré-encontros, o material é consolidado e apresentado nos encontros anuais do Cultivando Água Boa. As melhores práticas são apresentadas em oficinas temáticas agrupadas por afinidade de temas, sempre ligados a um eixo que varia de ano em ano. Os resultados das oficinas permite avaliar, discutir, aperfeiçoar, estimular e implantar as propostas ou práticas nos municípios.

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