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Reservas e refúgios
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A Itaipu mantém oito reservas e refúgios biológicos localizados no Brasil e no Paraguai. A área protegida, que inclui mata nativa e trechos de reflorestamento, soma 41.039 hectares.

É a garantia de preservação para espécies animais e a flora ameaçadas pela ação predatória do homem.

No Brasil estão os refúgios biológicos Bela Vista (1.920/ha) e Santa Helena (1.482/ha), enquanto o Paraguai administra as reservas biológicas Itabó (15.208/ha), Limoy (14.828/ha), Carapá (3.250/ha), Tati Yupi (2.245/ha) e Yui Rupá (750/ha).

Na fronteira dos dois países, entre o Departamento paraguaio de Kanendiyu e o Estado brasileiro do Mato Grosso do Sul, há ainda o Refúgio Binacional de Maracaju (1.356/ha), que abrange uma área em litígio envolvendo Brasil e Paraguai.

O Refúgio Binacional de Maracaju passa por um trabalho de reflorestamento, que já promoveu a restauração de 620 hectares, quase metade de sua área de 1.356 hectares.

A Itaipu mantém no local uma equipe de combate a incêndios, realiza pesquisas florestais e auxilia nas ações de fiscalização e proteção ambiental.

Os estudos relacionados à fauna ocorrem, no lado brasileiro, no Criadouro de Animais Silvestres da Itaipu Binacional (Casib), localizado no refúgio biológico Bela Vista, próximo à barragem da usina.

Lá, animais silvestres se reproduzem em cativeiro e são soltos posteriormente na faixa de proteção do lago e nos refúgios biológicos do lado brasileiro do reservatório. O Casib tem capacidade para abrigar até 300 animais.

O centro já reproduziu aproximadamente 800 animais de 42 espécies. O índice de sobrevivência dos filhotes é superior a 70%.

Hoje, os trabalhos de reprodução se concentram em espécies ameaçadas de extinção no Brasil e naquelas que são raras na região. A reprodução em cativeiro dos pequenos felinos é um dos trabalhos que mais se destacam.

Pesquisadores da Itaipu, CNPq, Ibama, Universidade Federal do Paraná e do Zoológico de Curitiba conseguiram resultados excelentes na reprodução do gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), gato-maracajá (Leopardus wiedii) e da jaguatirica (Leopardus pardalis).

Já na margem paraguaia, os pesquisadores estão obtendo grande sucesso na reprodução do cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus) e do cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), ambos seriamente ameaçados de extinção.

Estudos realizados desde 1986 sobre a fauna silvestre estimam que, na faixa de proteção do reservatório, nas reservas e nos refúgios localizados na margem brasileira do lago de Itaipu existem 44 espécies de mamíferos, 305 de aves e 37 de répteis.

Na margem paraguaia, onde a mata nativa não foi tão alterada, já foram observadas 62 espécies de mamíferos e 409 de aves.

Na natureza, os pesquisadores encontraram espécies hoje raras, como a onça-pintada (Panthera onça), o gato-maracajá (Leopardus wiedii), o veado-bororó (Mazama nana), o gavião-real (Harpia harpyja, a maior ave de rapina da América do Sul, depois do condor dos Andes) e o urubu-rei (Sarcoramphus papa).

"8 reservas e refúgios biológicos protegem a mata nativa no Brasil e no Paraguai "
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