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Desenvolvimento Rural Sustentável
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A margem brasileira do reservatório da usina de Itaipu está junto a um dos principais polos agrícolas do País. Por isso, além de uma série de ações voltadas à proteção de nascentes e cursos d’água, a binacional trabalha também com promoção de atividades agropecuárias de menor impacto ao meio ambiente, através do programa Desenvolvimento Rural Sustentável.
 
Nessa região, estão presentes cerca de 35 mil propriedades rurais que, em sua grande maioria são de caráter familiar, possuem menos de 50 hectares e trabalham em sistemas de cooperativas. Outra característica é o predomínio das lavouras de milho e soja, integradas à pecuária de leite, suinocultura e avicultura.
 
Tratam-se de atividades de alto impacto ambiental, principalmente pela produção de dejetos e uso intensivo de agrotóxicos. Daí a necessidade de se trabalhar, além da solução dos passivos coletivos nas microbacias hidrográficas, com a adoção de técnicas de produção que viabilizem a sustentabilidade econômica, ambiental e social das propriedades rurais, principal objetivo do programa.
 
 
A gestão é compartilhada com as comunidades beneficiadas e com as instituições parceiras, que incluem prefeituras, órgãos das três esferas de governo, cooperativas e associações de produtores rurais, universidades e centros de referência. 
 
Na prática, o programa desenvolve ações de assistência técnica e extensão rural gratuita a agricultores familiares, promovendo a conversão de suas propriedades para a agricultura orgânica certificada ou não, além de incentivar a adoção de práticas agroecológicas aos que desejam produzir de forma sustentável, tais como o plantio direto e a diversificação de culturas.  Trabalha também com a agregação de valor e renda, com a assessoria a 124 agroindústrias familiares existentes e na implantação de novas, assim como na abertura de canais de comercialização.
 
O programa também atua no apoio à pesquisa, desenvolvimento e ensino da agricultura familiar e orgânica, atendendo às demandas da região. Essa linha de atuação é viabilizada através de convênios com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) para a capacitação de professores, pesquisadores e alunos, e através da participação na Rede Paranaense de Pesquisa em Agroecologia. A iniciativa também apoia a inovação tecnológica, como o uso da homeopatia na agropecuária, cursos, seminários e publicações. Atualmente a Itaipu tem um convênio com o Instituto Agronômico do Paraná - Iapar para promover a transferência de tecnologia aos técnicos e agricultores na atividades de fruticultura e bovinocultura de leite.
 

 
Outra linha de atuação é o fortalecimento do processo de certificação e comercialização de produtos orgânicos e da agricultura familiar, que se dá através do associativismo e do cooperativismo. É realizado através da assessoria às cooperativas na gestão e do apoio à participação em eventos nacionais e internacionais para capacitação técnica e divulgação de produtos. 
 
O programa Desenvolvimento Rural Sustentável também promove a divulgação dos benefícios da produção orgânica à população, buscando a criação de vínculos sociais, ambientais e comerciais diretos, do meio rural com o urbano. Isso se dá através da realização de palestras em escolas e a promoção e participação de eventos com estandes, materiais promocionais e venda de produtos orgânicos da agricultura familiar.
 
Alem disso, atua promovendo a sensibilização e qualificação técnica dos profissionais de  nutrição e saúde e demais envolvidos na produção e uso de plantas medicinais e fitoterápicas,  estimula a comercialização dos produtos da Agricultura Familiar via programas institucionais, principalmente pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e Programa Nacional de Aquisição de Alimentos – PAA.
 
O projeto possui, ainda, um Comitê Gestor atuante, que se reúne a cada 60 dias. O comitê é composto por organizações representativas dos setores da sociedade civil, dos agricultores e dos governos, e permite a participação ativa dos seus pares. Nas reuniões, são construídas as diretrizes e ações, garantindo legitimidade aos resultados alcançados.
 
Dos 188 beneficiários do início do programa, a iniciativa hoje atende a 1.501 famílias, sendo 711 de caráter familiar, 400 famílias de assentados da reforma agrária e crédito fundiário, 270 famílias de indígenas e 120 apicultores. Houve também uma ampliação da área de atuação. Inicialmente eram 13 municípios, passando para 29 e, em dezembro de 2017, para 54. A rede de ATER conta, atualmente, com 38 técnicos envolvidos.
 
Finalmente, todas essas ações estão conectadas ao Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os de números 1 e 2, de Erradicação da Pobreza e Fome Zero e Agricultura Sustentável, respectivamente. 
 
 
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