Mexilhão dourado
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A Itaipu empreende um programa que tem reduzido progressivamente a quantidade de larvas de mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) no reservatório da usina. O molusco é responsável pelo entupimento de encanamentos em equipamentos da hidrelétrica e também causa desequilíbrios ambientais.

Para evitar acidentes na usina, técnicos precisam limpar o encanamento responsável pela refrigeração das turbinas periodicamente. A ação voltada ao controle do mexilhão dourado surgiu em 2001, logo após o aparecimento do organismo no reservatório da usina.

O monitoramento da proliferação de larvas desse parasita é realizado pela Divisão de Reservatório da Itaipu, enquanto o comportamento dos adultos é feito por técnicos do Laboratório Ambiental. Os níveis de reprodução do molusco têm diminuído desde 2005.

A redução é atribuída a fatores ambientais, como temperatura da água, redução na disponibilidade de alimento e, também, à ação dos seus predadores, dentre os quais se destacam peixes das seguintes espécies: armados, piaparas, piavas e piaus.

Fonte de preocupação na região Oeste do Paraná, o mexilhão dourado é originário da Ásia e chegou acidentalmente ao continente sul-americano trazido pela água usada como lastro de navios.

Além de remover mecanicamente os moluscos, a Itaipu pesquisa métodos de controle do parasita, como o aumento da vazão em encanamentos, injeções de hipoclorito em baixas concentrações, tintas anti-incrustantes e aplicação do gás ozônio em baixas concentrações.

O gás ozônio é usado na tubulação dos trocadores de calor (por onde passa a água que resfria o óleo que lubrifica as turbinas) das unidade geradoras. O método mostra-se eficaz no combate localizado do molusco, ao impedir que uma substância segregada pelo mexilhão dourado se solidifique e o fixe nas estruturas.

Diversas instituições da América do Sul desenvolvem pesquisas com essa espécie invasora, em busca de formas de minimizar sua interferência no meio ambiente e, principalmente, diminuir a alta capacidade de incrustação (até 100 mil indivíduos por metro quadrado), que pode resultar na obstrução de equipamentos diversos.

A prevenção é importante para evitar que o mexilhão chegue a outros rios, causando problemas na captação de água para uso humano e para irrigação, ou aderindo a jaulas para piscicultura.

"Técnicos fazem o monitoramento de larvas e adultos em pontos das turbinas"
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