Pacto foi lançado oficialmente no Paraná nesta sexta-feira (27) com a presença de ministras e autoridades
Com apoio da Itaipu Binacional e do Itaipu Parquetec, o Governo do Brasil, por meio do Ministério das Mulheres e da Secretaria de Relações Institucionais, lançou oficialmente no Paraná, nesta sexta-feira (27), o Pacto Nacional contra o Feminicídio.
O lançamento ocorreu em Curitiba e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, além de parlamentares do Paraná. No período da manhã, o evento reuniu cerca de 700 pessoas.
Enio Verri reforçou o compromisso da Binacional com ações voltadas à equidade de gênero e o apoio a iniciativas de combate ao feminicídio e de proteção dos direitos das mulheres, que ganharam impulso na atual gestão. “Não se constrói uma sociedade justa com o desrespeito às mulheres. E é isso que a Itaipu tem assumido de forma muito forte”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. “O desafio para nós é alcançar também os homens, porque são os homens que estão matando as mulheres”, completou.
A ministra Márcia Lopes comentou sobre iniciativas do Governo do Brasil voltadas ao combate à violência contra a mulher e medidas de prevenção ao feminicídio. Entre as iniciativas, os projetos de lei que endurecem a pena para os autores desse tipo de crime e outras medidas de proteção, como o uso da tecnologia para alertar as mulheres de que o autor da agressão está próximo – conectando o GPS das tornozeleiras eletrônicas a relógios que as mulheres podem usar.

Assim como a ministra das Mulheres, a ministra Gleisi Hoffmann destacou a prioridade que a primeira-dama Janja Silva e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm dado ao combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. Por isso, foi criado um programa emergencial de ações neste mês de março. Reforçou também o trabalho conjunto de forças de segurança para a detenção de agressores que já estavam com mandado de prisão, mas estavam soltos.
“O presidente Lula entende a importância dessa luta e por isso está engajado, principalmente porque sabe como precisamos mudar a atitude dos homens, que são os responsáveis por essa violência”, disse Gleisi. “Quero saudar muito essa iniciativa da Itaipu. Fazer esse encontro para apoiar as ações que estamos fazendo é muito importante”, completou.

Itaipu por elas
O diretor-geral brasileiro destacou que a Itaipu tem intensificado, nos últimos anos, as ações e políticas voltadas à promoção da igualdade de gênero, ao empoderamento das mulheres e à ampliação de oportunidades para o público feminino em seus programas sociais, institucionais e internos.
A Itaipu investiu na construção de uma Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu e outra em Ponta Porã (MS). Além disso, há ainda a linha de atuação “Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão”, inserida nos editais de seleção de projetos sociais da Itaipu. A iniciativa apoia instituições sem fins lucrativos que atuam diretamente no enfrentamento da violência contra mulheres, no fortalecimento do protagonismo feminino e na garantia de direitos, com financiamento a projetos voltados a públicos em situação de vulnerabilidade social.
Incentivo e apoio às mulheres
Durante o evento, houve a assinatura do terceiro edital do programa Hangar Mulheres, realizado pelo Itaipu Parquetec com apoio da Itaipu Binacional e do Ministério das Mulheres, para incentivar o empreendedorismo feminino.
Segundo a diretora administrativo-financeira do Parquetec, Clerione Herther, o programa Hangar, nos dois primeiros editais, foi voltado a mulheres na tecnologia e startups. Este ano houve uma expansão do programa também para o empreendedorismo tradicional, com a participação do Unicef e da Aliança Empreendedora. “Isso conversa muito com nosso objetivo aqui, que é trazer uma oportunidade real para que essas mulheres vítimas de violência possam ressignificar a vida e recomeçar. Muitas delas voltam ao ambiente de violência porque não conseguem recomeçar sua vida.”
Sobrevivente
O lançamento do pacto contou também com um depoimento forte de uma mulher vítima de tentativa de feminicídio. Amanda dos Santos de Abreu viveu um relacionamento abusivo durante oito anos, mesma idade da filha que teve com o homem que a esfaqueou durante uma briga. “Hoje, eu vejo que não estamos sozinhas. Ver um evento como esse, em que tive a oportunidade de falar sobre o que aconteceu comigo e ajudar outras mulheres a saírem de relacionamentos abusivos, é muito importante”, disse. Ela elogiou a Itaipu pelo apoio à luta contra o feminicídio. “Quem dera que fossem mais empresas que apoiassem uma causa tão importante para nós.”
Representante do Tribunal de Justiça do Paraná e da Coordenadoria de Combate à Mulher, a juíza Taís de Paula Sheer afirmou que o trabalho de prevenção e combate à violência contra a mulher exige essa conexão entre os diferentes atores. “Como esse é um quadro muito grave na sociedade brasileira, é importante também que as organizações da sociedade civil participem desse processo. Por isso, é importante essa participação da Itaipu em ações como essa”, afirmou.
No local onde foi realizado o Pacto Nacional contra o Feminicídio, foi reservado um espaço para o empreendedorismo feminino, com representações de indígenas, quilombolas e mulheres que atuam com artesanato, gêneros alimentícios, entre outros segmentos.






