Itaipu participa de encontro de forças de segurança e combate ao crime organizado

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Evento foi realizado em Foz do Iguaçu e reuniu autoridades e representantes de unidades de segurança de todas as regiões do país

A Itaipu marcou presença no IV Encontro Nacional das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado e Encontro das Delegacias de Combate aos Crimes contra o Patrimônio e Tráfico de Armas. O evento ocorreu nesta terça-feira (23), em Foz do Iguaçu, com a presença de cerca de 300 pessoas, representando forças de segurança de todo o Brasil.

Representando a Itaipu, o diretor jurídico Luiz Fernando Delazari falou sobre os investimentos e as ações de cooperação da Itaipu com as forças de segurança, além do apoio a eventos voltados à qualificação do trabalho, como o encontro realizado hoje.

“Nenhuma instituição pode se dar ao luxo de parar de estudar, de se aprofundar, de produzir, de inovar, de criar ciência, tecnologia. A Itaipu sempre foi uma pioneira nisso, nesse estímulo, para que as instituições continuem crescendo e melhorando. E é o que estamos vendo aqui hoje. Uma integração absoluta entre as polícias estaduais e federais para melhorar o sistema de combate ao crime organizado”, afirmou.

O diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazari, destacou investimentos e cooperação da Binacional com iniciativas voltadas à Segurança Pública. Fotos: Rubens Fraulini.

Delazari lembrou que sempre atuou na linha de frente dos temas ligados à segurança pública, primeiro como promotor de Justiça, precursor dos Gaecos do Paraná e do Brasil, ou como secretário de Estado da Segurança Pública por sete anos e meio, e presidente do Conselho Nacional do Secretário de Segurança Pública por quatro anos. “Nesse período, sempre buscamos consolidar políticas de segurança pública no combate ao crime organizado e na defesa do patrimônio público. Foi com esse sentimento de serviço ao Brasil que me reúno com vocês hoje aqui.”

O diretor jurídico comentou ainda que investimentos são necessários para combate ao crime organizado, que está cada vez mais ágil e digital hoje em dia. “As polícias têm que se organizar para não os deixar escaparem. E a Itaipu tem investido, inclusive, financeiramente, também colaborando com esses eventos porque se sente na obrigação, como parte integrante da União, de propiciar para que profissionais possam ter tempo, tranquilidade e conforto para estudarem, para se unirem, para trabalharem em conjunto e para melhorarem a qualidade de vida das pessoas.”

Investimentos da Itaipu

Desde 2023, a Itaipu investiu aproximadamente R$ 203 milhões em segurança pública, por meio de convênios, parcerias e aquisições de equipamentos. Entre as iniciativas em andamento, ele citou o projeto de monitoramento do lago com câmeras de longo alcance, operação diurna, radar de superfície e sistemas automatizados de alerta.

A licitação para a expansão do sistema já está aberta e prevê o monitoramento integral do reservatório de Itaipu, de Foz do Iguaçu até Guaíra, com 12 câmeras de alta performance. As imagens ficam disponíveis para a Polícia Federal, a Receita Federal e demais órgãos com interesse na fiscalização do lago. O investimento total do projeto é de cerca de R$ 65 milhões.

A Itaipu participa ainda do projeto Mural Inteligente, desenvolvido em parceria com a Receita Federal, que utiliza drones, inteligência artificial e sistemas avançados de monitoramento para a fiscalização da fronteira. Somente no último ano, a iniciativa resultou em apreensões e recuperação de recursos aos cofres públicos de aproximadamente R$ 200 milhões.

Outras iniciativas da Binacional em segurança incluem ainda o Áspide Tecnológico, desenvolvido em parceria com a Polícia Federal, voltado à modernização tecnológica no combate a riscos e ilícitos na região de fronteira, e os investimentos em segurança cibernética por meio do Centro de Estudos Avançados em Proteção de Estruturas Estratégicas (Ceape), em cooperação com o Exército Brasileiro.

Palestra

O chefe da Assessoria de Informações da Itaipu, Marco Antônio Farias, falou sobre as ações da Binacional para cooperar com o modelo de ações integradas com forças de segurança.

Ainda pela Itaipu, o chefe da Assessoria de Informações da Binacional, Marco Antônio Farias, ministrou uma palestra sobre “a atuação e parceria da Itaipu Binacional no contexto ao Programa Ficco”. Ele destacou que esse é um modelo importante de integração entre forças de segurança, com resultados relevantes no combate ao crime.

“A parceria com a Itaipu Binacional fortalece essa atuação, contribuindo diretamente para a segurança da usina, dos funcionários e da região de fronteira. A Itaipu atua como parceira das forças de segurança, incluindo convênios com órgãos como Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Justiça e Exército, além do apoio a estruturas como o Nepom (Núcleo Especial de Polícia Marítima)”, afirmou.

Ações da Polícia Federal

Presente ao evento, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou os avanços das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado no Brasil, ressaltando um aspecto importante que é a consolidação das Ficcos como um modelo nacional de integração entre forças de segurança de todas as unidades da Federação, considerado referência internacional e já replicado pela Interpol.

“O crime organizado atua em rede e sem fronteiras, exigindo uma resposta igualmente integrada e cooperativa do Estado. As Ficcos representam uma mudança de paradigma: não são apenas a soma de instituições, mas a multiplicação de capacidades, reunindo inteligência, investigação e atuação operacional conjunta”, disse Rodrigues.

O diretor-geral comentou ainda que atualmente existem 39 Ficcos em todo o país, coordenadas pela Polícia Federal, com atuação baseada em cooperação, sem hierarquia entre os órgãos. Ele lembrou ainda que os resultados são expressivos: cerca de R$ 800 milhões apreendidos, além de operações recentes com toneladas de drogas e dezenas de prisões.

“O sucesso não deve ser medido apenas por apreensões, mas também pela desarticulação de organizações criminosas e redução de seu poder. O próximo ciclo prevê reforço na investigação financeira, integração de inteligências, combate ao tráfico de armas e fortalecimento da estrutura e investimentos.”

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou as Ficcos como um modelo nacional para ações integradas contra o crime organizado.

Novos investimentos em segurança

Os números da segurança pública em nível federal foram trazidos pelo assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Daniel Veloso Hirata, que representou o ministro Wellington César Lima e Silva.

Hirata apresentou os avanços e estratégias no combate ao crime organizado no Brasil, principalmente quanto aos principais desafios atuais da segurança pública, como investigação financeira, tráfico de armas, uso de inteligência artificial e integração entre forças de segurança.

“O crime organizado tornou-se mais complexo, atuando em vários estados e países, com forte estrutura financeira, empresas de fachada e operações sofisticadas. Para enfrentar esse cenário, o governo estruturou uma agenda baseada em fortalecimento institucional, mudanças legislativas e integração operacional”, afirmou Hirata.

O assessor do Ministério da Justiça destacou ainda iniciativas como a nova legislação, a PEC da Segurança Pública e o Programa Brasil contra o Crime Organizado, que atua em quatro eixos: combate ao tráfico de armas, esclarecimento de homicídios, segurança nas prisões e asfixia financeira.

Hirata explicou que o governo federal anunciou a ampliação de investimentos, com a meta de expandir as Ficcos de 39 para até 50 unidades e fortalecer a inteligência financeira. “A estratégia central é atingir o poder econômico das organizações criminosas, rastreando recursos, identificando ativos ocultos e desarticulando suas estruturas”, concluiu.

Sobre as Ficcos e Delepats

De acordo com a Polícia Federal, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) representa a união de esforços entre as diversas instituições de segurança pública em prol de um objetivo comum: proteger a sociedade e enfrentar o crime de forma mais eficiente.

Por meio da integração de informações, inteligência, recursos e capacidades operacionais, a Ficco fortalece a atuação conjunta das forças policiais, ampliando a capacidade de prevenção, investigação e repressão às organizações criminosas.

Já as Delegacias de Combate aos Crimes Contra o Patrimônio e Tráfico de Armas (Delepats) atuam no enfrentamento e repressão à prática de crimes patrimoniais, tráfico de armas, contrabando de explosivos e lavagem de dinheiro.

Em relação aos crimes patrimoniais, destacam-se os delitos de roubo, extorsão e furto contra instituições federais e financeiras, bem como furto, roubo e recepção de cargas em contexto interestadual ou internacional.

Além da atividade de investigação repressiva relacionada a esses crimes, as Delepats também produzem inteligência policial em nível operacional,  identificando padrões de atuação de organizações e grupos criminosos que se dedicam à prática dos delitos sob sua responsabilidade.

A unidade ainda realiza articulação institucional, promove o intercâmbio de informações, consolida dados estatísticos e propõe diretrizes de atuação em âmbito técnico e tático.

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