No total, foram beneficiados seis Estados e 347 municípios brasileiros, além da União
A Itaipu Binacional repassou R$ 1,381 bilhão em royalties ao Brasil em 2025, beneficiando seis Estados, 347 municípios e a União. Os dados foram divulgados nesta semana pela Diretoria Financeira Executiva da usina hidrelétrica.
Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o repasse reafirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento regional e nacional. “Os royalties são uma das principais formas de retorno direto da Itaipu à sociedade brasileira. Esses recursos contribuem de maneira decisiva para fortalecer políticas públicas, reduzir desigualdades regionais e promover o desenvolvimento sustentável nos territórios impactados pela usina”, afirmou.
O diretor financeiro executivo de Itaipu, André Pepitone, disse que o montante reforça o papel estratégico da Binacional no desenvolvimento econômico e social das regiões atendidas. Ele destaca que os royalties que a Itaipu repassa “respondem por 35% de todos os repasses feitos a título de compensação financeira pelas hidrelétricas do país, totalizando R$ 37,8 por MWh gerado, um desembolso 5,7 vezes acima da média do setor, que é de R$ 6,6 por MWh”.
Esses recursos, destacou Pepitone, contribuem de forma expressiva para o financiamento de projetos de infraestrutura, educação, saúde e outras áreas essenciais, promovendo crescimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população.
Compensação financeira
Os royalties representam a compensação que Brasil e Paraguai recebem pelo uso do potencial hidráulico do Rio Paraná para a geração de energia. Previsto no Tratado de Itaipu, assinado em 1973, o pagamento teve início em março de 1985 e já soma mais de US$ 14,6 bilhões, incluindo o repasse ao Paraguai.
Destinação dos recursos
A legislação brasileira estabelece que 65% dos royalties vão para municípios, 25% para estados e 10% para a União. No ano de 2025, isso correspondeu a R$ 898 milhões para municípios, R$ 345 milhões para Estados e R$ 138 milhões para o governo federal.
O Paraná, sede da margem brasileira da usina, segue como o maior beneficiário. Em 2025, o estado recebeu R$ 293 milhões — 85% da parcela destinada aos governos estaduais. Já as 49 cidades paranaenses contempladas ficaram com R$ 761 milhões, também 85% do total repassado aos municípios no período.
Os repasses municipais de 2025 incluíram ainda R$ 67 milhões para 93 cidades de Minas Gerais; R$ 30 milhões para 159 municípios de São Paulo; R$ 26 milhões para 38 cidades de Goiás; e R$ 14 milhões para sete municípios de Mato Grosso do Sul. O Distrito Federal recebeu R$ 64 mil.
Entre os governos estaduais, Minas Gerais recebeu R$ 26 milhões; São Paulo, R$ 11 milhões; Goiás, R$ 10 milhões; e Mato Grosso do Sul, R$ 5 milhões. O Distrito Federal ficou com R$ 24 mil.
Os R$ 138 milhões direcionados ao governo federal foram distribuídos entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (R$ 56 milhões), o Ministério do Meio Ambiente (R$ 41 milhões) e o Ministério de Minas e Energia (R$ 41 milhões).






