Itaipu financia nova sede da Apae de Foz e amplia vagas na educação especializada

Da esquerda para direita: Ryann Mateus Marques de Lima, estudante da Apae e jovem aprendiz do PIIT; o diretor social da Apae, Leonardo Correa Lugon; diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri; Rafael Antonio dos Santos Correia; Jose Julian Lovera Wiemann e Felipe Fracaro Brum; Jonara Adriana Oliveria Americo , diretor jurídico Luiz Fernando Delazari e diretor de Coordenação, Carlos Carboni. Fotos: Rubens Fraulini.

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Convênio prevê a primeira fase da obra e libera espaço para ampliar também o atendimento de saúde e a assistência social

Quem espera uma vaga na educação especializada em Foz do Iguaçu vai ter mais chances de conseguir uma. A Itaipu Binacional e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Foz firmaram um convênio para a construção da primeira fase da nova sede da instituição. O investimento é de cerca de R$ 24,86 milhões, com prazo de 30 meses. Quando o prédio ficar pronto, a capacidade na área da educação especial passará de 505 para cerca de 700 alunos.

O convênio cobre desde os projetos executivos e as licenças até a execução das obras e o acompanhamento técnico de cada etapa. A sede será construída em um terreno doado pela Prefeitura de Foz, no Jardim Itamaraty, ao lado da sede 2 da Apae.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, o apoio faz parte da missão da empresa. “A inclusão social faz parte das nossas políticas de desenvolvimento sustentável e a gente sempre procura identificar setores mais frágeis da sociedade”, afirma. Ele destaca que o trabalho da Apae é reconhecido em todo o país e ajuda a acabar com a invisibilidade das pessoas com deficiência. “Há 20, 30 anos, não havia espaço para a inclusão”, lembra.

Verri vê o investimento como duas respostas: reconhecer o trabalho da entidade, inclusive o dos voluntários que ajudam a mantê-la, e dar à Apae um espaço adequado para crescer e atender mais gente.

Um prédio que libera o outro

A obra funciona como uma mudança em cadeia. O espaço antigo será então usado para ampliar a saúde e a assistência social.

“Com isso, nós vamos conseguir ampliar o nosso atendimento, que é 100% SUS, de manhã, de tarde e de noite”, explica o diretor social da associação, Leonardo Correa Lugon, que também é empregado da Itaipu. Hoje o setor de saúde faz cerca de 2 mil atendimentos por mês, distribuídos em sete salas e nos três períodos do dia. Com mais espaço, “a expectativa é duplicar esse número.”

A saúde também tem uma novidade em andamento. A Apae pleiteia a habilitação como CER II (Centro Especializado em Reabilitação), programa do governo federal que financia o atendimento de reabilitação de pessoas com deficiência. O pedido já tramita nas plataformas do Ministério da Saúde.

Lugon lembra que a demanda existe: “Nós temos fila de espera hoje na educação especializada”. Somando saúde e educação, ele estima que entre 3 mil e 4 mil pessoas possam ser beneficiadas, entre alunos, pacientes e familiares.

Na avaliação do diretor, a nova estrutura vai ampliar o atendimento às pessoas com deficiência nas três áreas em que a Apae atua, na saúde, na educação e na assistência social.

Diretor social da associação, Leonardo Correa Lugon.

Visita de agradecimento

Na manhã desta terça-feira (27), representantes da Apae estiveram no Centro Executivo da Itaipu para entregar quadros pintados pelos alunos aos diretores da Binacional: o diretor-geral brasileiro, Enio Verri; o diretor de Coordenação, Carlos Carboni; e o diretor jurídico, Luiz Fernando Delazari.

Os alunos foram representados por Ryann Mateus Marques de Lima, estudante da Apae e jovem aprendiz do Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) da Itaipu. Também participaram do encontro Jonara Adriana Oliveria Americo e Rafael Antonio dos Santos Correia, empregados da Itaipu e integrantes do conselho fiscal da Apae, além dos estagiários Jose Julian Lovera Wiemann e Felipe Fracaro Brum.

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