Acumulados podem superar 350 milímetros em pontos das bacias monitoradas; Comissão de Cheias mantém acompanhamento e recomenda atenção aos alertas da Defesa Civil
A Comissão Especial de Cheias da Itaipu Binacional informa que, conforme boletim emitido pelo Simepar nesta quarta-feira (21), há previsão de chuvas volumosas até o dia 30 de outubro na área de interesse da usina, com acumulados pontuais que poderão superar 300 a 350 milímetros. As precipitações mais expressivas são esperadas na região do baixo Iguaçu, na área do reservatório de Itaipu e nas bacias dos principais rios afluentes, especialmente os rios Ivaí e Piquiri.
Nesta quarta-feira (21), o nível do Rio Paraná chegou a 116,90 metros acima do nível do mar, ligeiramente acima do registrado na terça-feira. Foram mantidas abertas duas calhas do vertedouro, a esquerda e a central, com vazão média de 14,5 milhões de litros de água por segundo.

A Comissão de Cheias da Itaipu e os órgãos governamentais do Brasil e do Paraguai seguem monitorando a situação. A recomendação aos moradores de Foz do Iguaçu e região, especialmente aos que vivem em áreas ribeirinhas, é consultar o Boletim Hidrológico, disponível no Instagram da Itaipu e no site www.itaipu.gov.br, além de acompanhar os alertas da Defesa Civil. Os moradores que já foram transferidos para áreas seguras devem permanecer nesses locais.
Por meio da gestão do reservatório e da operação da usina, a Itaipu contribui para o controle da vazão do Rio Paraná. Essa atuação permite regular o volume de água liberado pelo reservatório, dentro dos limites operacionais, e contribui para a gestão das cheias a jusante da barragem.
A Itaipu, no entanto, não controla as águas do Rio Iguaçu, que deságua no Paraná a jusante da usina. O aumento expressivo da vazão do Iguaçu provoca o chamado efeito de remanso, que reduz a capacidade de escoamento do Paraná na região da confluência dos dois rios e contribui para a elevação do nível do Paraná.
O coordenador da Comissão de Cheias, o engenheiro Paulo Zanelli Jr., destaca que Foz do Iguaçu e Ciudad del Este já enfrentaram episódios de cheia e que a experiência acumulada ao longo dos anos contribuiu para aprimorar a preparação das equipes.
“As maiores cheias históricas registradas na região ocorreram em 1992, 1983 e 2014, nesta ordem. Cada um desses eventos proporcionou experiências e aprendizados importantes, que contribuíram para aprimorar o monitoramento, o planejamento e a atuação das equipes da Itaipu, sempre com o objetivo de zelar pela segurança da barragem e minimizar os impactos das cheias sobre a população”, afirma.






