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Itaipu leva projeto Meninos do Lago para piscinas de centros de convivência de Foz
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08/03/2019

O projeto Meninos do Lago vai levar aulas de canoagem para as piscinas de quatro centros de convivência de Foz do Iguaçu, nas vilas Itaipu C, Morumbi, Lagoa Dourada e Jardim das Flores. Cada centro terá capacidade para atender até 110 alunos, de 5 a 16 anos de idade, alunos de escolas públicas da cidade. Hoje, as aulas ocorrem somente no Canal Itaipu, dentro da usina hidrelétrica.


Professores que vão atuar no projeto foram capacitados. Foto: Nilton Rolin.

Outra mudança é o aumento do número de vagas, que vai passar de 100 para 600 alunos. As aulas estão previstas para começar também em abril. No Canal Itaipu, os alunos que já estão no projeto começam os treinos mais cedo, na próxima segunda-feira (11).

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Meninos do Lago (Imel) e tem o apoio da Itaipu Binacional, por meio do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), da Federação Paranaense de Canoagem e da prefeitura de Foz do Iguaçu.

O gerente da Divisão de Iniciativas de Responsabilidade Social da Itaipu, Márcio Bortolini, disse que ampliação do Meninos do Lago vai permitir que jovens de todas as regiões da cidade tenham a oportunidade de participar do projeto. Atualmente, essa participação é limitada aos alunos que moram próximos à usina.


Atleta treina no Canal Itaipu: esporte e responsabilidade social. Foto: Alexandre Marchetti.

Capacitação

Os professores que vão atuar no projeto em 2019 receberam uma capacitação de 18 a 22 de fevereiro, com foco na fase de inicialização do esporte (primeiro nível ou faixa branca), exatamente a atividade que será desenvolvida nas piscinas dos centros de convivência. A partir do segundo nível (faixa amarela), as aulas passam para o Canal Itaipu.

Todo o conteúdo programático foi elaborado com base nas recomendações da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), também responsável pela capacitação. Os professores receberam aulas práticas e teóricas. O Corpo de Bombeiros de Itaipu contribuiu com aulas de salvamento na água e primeiros-socorros, entre outras atividades.

Caiaque polo e canoagem slalom

Nas piscinas, as crianças vão aprender a modalidade caiaque polo – que é uma espécie de futebol dentro da água. A canoagem slalom será apresentada somente na segunda fase (faixa amarela), no Canal Itaipu. Marcio Bortolini salientou que começar na piscina não prejudica o aprendizado. “Hoje, o aluno faixa branca também não desce o canal”, explicou.


Wallan Patrick de Carvalho, ex-atleta, hoje professor. Foto: Nilton Rolin.

De aluno a professor

Alguns professores têm origem no próprio projeto, como é o caso de Wallan Patrick de Carvalho. “Comecei [no Meninos do Lago] com 11 anos de idade e, com três anos de projeto, estava na seleção brasileira de canoagem. Participei de vários torneios nacionais e internacionais”, disse Wallan, hoje com 22 anos e graduando de Educação Física.

Para o professor Angel Sanchez, “as condições de aprendizagem em Foz do Iguaçu são incomparáveis, pois dificilmente encontraremos em qualquer outra cidade do Brasil ou do mundo oito piscinas à disposição e um canal artificial de nível internacional”.

Paradesporto

Outro foco do Meninos do Lago, dentro desta nova fase do projeto, será estimular adultos com deficiência a praticar esporte. Foram abertas 14 vagas para esta modalidade e as atividades vão ocorrer no Parque da Piracema (lago superior), na usina de Itaipu. “Vamos trabalhar junto com o Imel. No futuro, a intenção é abrir o projeto também para as crianças [com deficiência], promovendo a inclusão pelo esporte”, disse o fisioterapeuta Guto Mazine, formado em classificação funcional de paracanoagem pela Unicamp.

Segundo ele, as maiores dificuldades de quem trabalha na área paradesportiva são conseguir apoio para desenvolver projetos e, por consequência, dar oportunidade aos deficientes. “Aqui nós estamos somando as duas coisas. Acho que isso não existe no Brasil e fará com que se abra em Foz do Iguaçu um novo campo”, afirmou.

“Inclusão não é só construir uma rampa ou instalar uma barra. Inclusão é tirar a pessoa de casa e mostrar que ela pode exercer uma função, seja no esporte ou no trabalho”, concluiu.