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Produção de Peixes em Nossas Águas
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O objetivo principal é fomentar o desenvolvimento sustentável da piscicultura, com o foco no Oeste Paranaense, conciliando eficiência produtiva e conservação ambiental, contribuindo diretamente para a segurança hídrica do reservatório. Em grande parte, as ações estão alinhadas ao desenvolvimento e difusão tecnológicas e atrelados aos sistemas e práticas sustentáveis no âmbito do cultivo de organismos aquáticos.


Foto: Rubens Fraulini - Itaipu Binacional

O programa Produção de Peixes em Nossas Águas apoia o desenvolvimento sustentável da piscicultura e tem apresentado resultados positivos ao longo dos anos, inserido no maior polo produtor de pescado no Brasil, a Região Oeste do Paraná. A alta demanda produtiva e a contaminação dos recursos hídricos, vinculados tanto ao consumo humano como à produção de alimentos, são desafios a serem enfrentados quando da união entre sustentabilidade ambiental e produtiva, principalmente a médio e longo prazo.

O Cultivo de peixes em sistemas tradicionais, demanda em torno de 20 mil litros de água para produzir um quilo de pescado. No caso da produção paranaense de peixes durante o ano (129 mil toneladas), estima-se o uso superior a 2,5 bilhões de metros cúbicos de água – em sua maioria convergente para a bacia de contribuição do reservatório da Itaipu.

Com este cenário, o apoio ao desenvolvimento e à disseminação de modelos sustentáveis na aquicultura é um dos principais focos do programa. Ações como o cultivo de peixes pelo sistema Biofloc Technology (BFT), uso de sistemas aquapônicos e avaliações do potencial zootécnico de espécies nativas são encaradas como ações estratégicas para a sustentação do crescimento do setor, e à conservação ambiental.

Resumidamente, busca-se aproveitar o potencial produtivo da cadeia do pescado, a nível regional, gerando condições ao desenvolvimento sustentável do setor atuante nas bacias de contribuição do reservatório de Itaipu, proporcionando crescimento sócio econômico.

Objetivos Estratégicos da Itaipu relacionados:

  • OE 4. Desenvolvimento sustentável das áreas de influência, considerada as especificidades de cada país;
  • OE 7. Garantir a segurança hídrica, consolidando o processo de gestão socioambiental por bacia hidrográfica;
  • OE 8. Fomentar o desenvolvimento social, econômico, ambiental e cultural na área de influência, consideradas as especificidades de cada país;
  • OE 9. Conservar o meio ambiente e a diversidade biológica, integrando a comunidade.
  • OE 11. Fomentar a pesquisa e a inovação para o desenvolvimento energético e tecnológico, com ênfase na sustentabilidade: pesquisar e apoiar iniciativas de inovação tecnológica e de desenvolvimento de fontes de energia renováveis e limpas, buscando-se a eficiência energética e o desenvolvimento sustentável em ambos os países.

Parceiros

Embrapa, IFPR, Unioeste, UFPR, prefeituras, colônias e associações de pescadores e aquicultores, Unesp, Ineo, SAP/Mapa, IAP.

Resultados

  • Criação de 3 parques aquícolas e 8 processos de licenciamento encaminhados;
  • 13 Acordos de Cooperação técnica firmados – IFPR/UNIOESTE/Colônias e Associações de Pescadores;
  • Incremento do cultivo (500% ) do pacu tem tanque-rede em 5 anos, atualmente o reservatório de Itaipu possui a maior produção (50 ton/ano);
  • 300 mil alevinos fornecidos (2012-2018);
  • 350 pescadores/aquicultores atendidos por treinamentos (2012-2018);
  • Assistência técnica contínua (iniciada em 2003 – 65 produtores);
  • Produção científica: quatro teses e quatro dissertações de 2010 a 2017; 40 publicações técnicas (2012/2018);
  • 66 toneladas de pescado beneficiados (2012-2018);
  • Desenvolvimento de protocolo de sistemas sustentáveis de cultivo (Sistemas fechados) – Bioflocos e Aquaponia;

 

"O reservatório da Itaipu tornou-se o maior polo produtivo de pacu em sistema de tanques-rede, atualmente com produção anual de 200 toneladas"
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