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Produção de Peixes em Nossas Águas
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Condições favoráveis de mercado, aptidão técnica e vasta disponibilidade de insumos e áreas propícias à realização da aquicultura, a exemplo do reservatório de Itaipu, garantem ao Brasil um dos maiores potenciais de crescimento da aquicultura continental no mundo. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece esse potencial, sustentando que o Brasil tem condições de, em poucas décadas, estar entre os maiores produtores de pescado do mundo.
 
Esse cenário pode ser constatado pelos altos índices de crescimento da atividade de cultivo, como no Oeste paranaense, onde esse aumento estabeleceu-se próximo de 20% ao ano, dando ao estado o status de maior polo aquícola do país, com 112 mil toneladas cultivadas em 2017 (ref.: Anuário Peixe BR da Piscicultura, 2018). 
 
Além de ser altamente eficiente na produção de biomassa, por unidade de área, e na geração e distribuição de renda, a piscicultura, cada vez mais, supre a demanda de pescado oriunda da estagnação da produtividade da pesca extrativa, seja marinha ou continental, transformando-se em uma ferramenta capaz de reduzir da pressão de pesca sobre os estoques nativos.
 
A busca pelo desenvolvimento econômico e social atrelado à conservação dos recursos naturais, fundamentam o programa Produção de Peixes em Nossas Águas, da Itaipu. Nesse contexto, o ordenamento da atividade aquícola no reservatório (criação de áreas e parques aquícolas), emprego de sistemas fechados, como bioflocos e aquaponia, uso eficiente da água nos demais processos da cadeia e, não menos importante, a utilização de patrimônio genético nativo (pesquisas com espécies nativas) são alguns dos temas que balizam as ações institucionais, destinadas ao desenvolvimento sustentável da piscicultura paranaense. 
 
Com foco na sustentabilidade e no real potencial de incremento da produção pesqueira do reservatório, aliado a pesquisas, a Itaipu ampliou as ações de apoio e fomento aos primeiros trabalhos para o cultivo de peixes nativos. Os primeiros protocolos produtivos datam da década de 80, com o início de cultivos em sistema de tanques-rede. Posteriormente, no reservatório de Itaipu, foram criados os primeiros três parques aquícolas do território Brasileiro.
 
Essas etapas permitiram avançar nas pesquisas, treinamentos, capacitações de pescadores/aquicultores e melhoria nas técnicas de processamento e comercialização, com reflexo no fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, qualidade de vida e melhoria na renda e familiar. 
 
Das espécies nativas pesquisadas, a que apresentou melhores índices zootécnicos, adaptação e produtividade foi o pacu. Em decorrência, o reservatório da Itaipu tornou-se o maior polo produtivo da espécie em sistema de tanques-rede, atualmente com produção anual de 200 toneladas.
 
Muitos benefícios foram alcançados, além de possibilitar a transição da atividade de pesca para o cultivo, a tecnologia proposta serviu ao propósito de segurança alimentar de comunidades ribeirinhas, a exemplo da comunidade indígena Ocoy, onde o sistema de tanques-rede possibilita o cultivo anual próximo a 10 toneladas.
 
Outras espécies nativas estudadas apresentam potencial zootécnico e econômico, a exemplo do Lambaricultura, que tem se destacado no recente cenário nacional, como uma das atividades de cultivo que mais crescem. Todo conteúdo tecnológico produzido é amplamente divulgado por meio de assistência técnica e extensão rural fomentada por Itaipu e/ou seus parceiros. 
 
Nas pesquisas mais recentemente, a Itaipu incorporou novas tecnologias de produção em sistemas fechados, com drástica redução na emissão de efluente nos corpos d´água. Uma destas linhas de pesquisa fomenta o cultivo de peixe aliado à produção de hortaliças, conhecido como aquaponía.
 
Outro sistema fechado em estudo é o BFT (Bioflocos), este sistema consiste em estimular os demais organismos presentes na água a manter o equilíbrio necessário para extrair significativa produção de peixe com o mínimo uso de água e produção de efluente.
 
Assim, O Programa Produção de Peixes em Nossas Águas busca o desenvolvimento socioeconômico da região de influência, por meio do emprego de modelos sustentáveis de produção aquícola, proporcionando ganhos significativos aos pescadores, pequenos produtores e comunidades indígenas, sobretudo em qualidade de vida e, à região, por meio da conservação do patrimônio da biodiversidade e dos recursos naturais. 
 
"O reservatório da Itaipu tornou-se o maior polo produtivo de pacu em sistema de tanques-rede, atualmente com produção anual de 200 toneladas"
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