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A Itaipu e os índios Avá Guarani
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A Itaipu desenvolve uma série de iniciativas voltadas a garantir o modo de vida dos índios Avá Guarani em sua área de influência. Essas iniciativas fazem parte do programa Sustentabilidade das Comunidades Indígenas, que atende a cerca de 290 famílias (aproximadamente 1.450 pessoas), distribuídas em três aldeias (Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, e Añetete e Itamarã, em Diamante D’Oeste).

Nessas três áreas, a Itaipu atua com recursos financeiros e humanos, por meio de convênios com os respectivos municípios, contribuindo sensivelmente para a melhoria da qualidade de vida nessas comunidades.
 
As ações são definidas e coordenadas pelo Comitê Gestor Ava Guarani, criado em 2004, e que reúne representantes das comunidades indígenas, das prefeituras e de outras instituições parceiras, como os ministério públicos Estadual e Federal, Funai, Funasa, Sesai, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Ibama. 
 
A atuação do programa se organiza em três eixos:
 
1. Segurança Alimentar e Nutricional
 
As ações de Segurança Alimentar e Nutricional focam especialmente no combate à desnutrição de crianças e gestantes. A Itaipu oferece apoio aos parceiros que as executam, tais como a Sesai, a Pastoral da Criança e as prefeituras. 
 
2. Agropecuária e Infraestrutura
 
Nesse eixo, são desenvolvidas atividades econômicas de grande interesse dos indígenas, pois são voltadas à garantia de sua subsistência – tais como a assistência técnica e o fornecimento de insumos às roças familiares e coletivas e a criação de peixes no Ocoy e de gado vacum no Añetete e no Itamarã (ambas com apoio financeiro da Itaipu).
 
A iniciativa conta, ainda, com assistência técnica indígena e não indígena, fortalecendo o processo de certificação participativa (Rede Ecovida) para a comercialização de produtos orgânicos. E estimula políticas públicas, como, por exemplo, a comercialização dos produtos feita principalmente, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e pelo Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA).
 
3. Promoção da Cultura
 
O artesanato é uma atividade econômica importante para as famílias indígenas que o produzem e faz parte da composição de renda familiar, complementando outras atividades. A produção do artesanato está organizada especialmente no Ocoy e é bastante valorizada pelos turistas. O principal local de comercialização é a loja do Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu. 
 
A Itaipu também estabelece parceria com a Associação de Pais e Mestres dos colégios indígenas, para fortalecimento da educação indígena.
 
Principais resultados:
  • Melhoria da infraestrutura através de construção de casas com rede elétrica, água e saneamento (de acordo com modelo habitacional aprovado pelos indígenas), de centros de artesanatos e de nutrição e de casas de reza, além da adequação de estradas; 
  • Fortalecimento da cultura guarani, através da promoção de cursos de artesanato, cestaria, argila, madeira, valorização da música e da dança; 
  • Apoio à ampliação ou à abertura de áreas agrícolas coletivas e familiares com preparo do solo para plantio e estímulo à produção agrícola e pecuária pelo sistema orgânico; 
  • Fornecimento de materiais, animais, mudas e sementes; 
  • Estímulo à formação de parcerias entre as comunidades indígenas e cooperativas, especialmente para a comercialização de excedentes de produção e do artesanato; 
  • Apoio à produção pesqueira em tanques-rede;  
  • Programas de segurança alimentar e nutricional e suplementação alimentar, resultando na erradicação da mortalidade infantil;
  • Melhoria geral da qualidade de vida e promoção da interação sociocultural.

Histórico

Na formação do reservatório da Itaipu, o reassentamento da Comunidade Indígena Ava Guarani foi feito de forma rigorosamente legal, cercado de cuidados para preservar todos os direitos dos assentados e com vistas sempre ao consenso, sob a orientação e supervisão da Funai e o acompanhamento de várias outras entidades, como, por exemplo, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A nova área de terras escolhida pela comunidade proporcionou melhores condições de vida aos indígenas (habitação, saúde, educação, alimentação, entre outros).
 
Em 1977, na ocasião dos estudos de identificação realizados pela Funai e pelos demais órgãos indigenistas, foram localizadas e identificadas, na área de abrangência onde se formaria o reservatório de Itaipu, aproximadamente 11 famílias indígenas compostas por 27 pessoas, que viviam numa área de aproximadamente 30 hectares, às margens do rio Paraná, entre os rios Ocoy e Jacutinga. 
 
Em 1982, atendendo a solicitação da Funai, foram reassentadas 19 famílias indígenas compostas por aproximadamente 71 pessoas, numa área constituída como a Reserva Indígena do Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, com aproximadamente 250 hectares.
 
Anos mais tarde, em 1997 e mesmo já tendo havido o reassentamento em área maior do que a originalmente identificada pelo órgão legalmente responsável, a Itaipu adquiriu uma área de 1.774 hectares, no município de Diamante D’Oeste, constituindo a Aldeia Indígena do Añetete.
 
Posteriormente, em 2007, a Funai adquiriu uma área contígua a essa, com aproximadamente 240 hectares, formando a Aldeia Itamarã.
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