Com 976 hectares que somam remanescentes de áreas naturais, e outras regeneradas ou de proteção permanente em duas microbacias, conecta o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) às áreas protegidas da Itaipu Binacional.
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A Itaipu mantém dez reservas e refúgios biológicos localizados no Brasil e no Paraguai, além da Faixa de Proteção do Reservatório, nas margens em ambos os países. No total, são mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica ao redor do reservatório. No lado brasileiro, são 34 mil hectares, divididos entre a Faixa de Proteção do Reservatório e os Refúgios Biológicos Bela Vista e Santa Helena.
A gestão eficiente dessas áreas permite usos múltiplos do reservatório (agricultura, pesca, abastecimento, lazer e manutenção da vida selvagem), além de atividades socioambientais, contribuindo com a educação ambiental, turismo e desenvolvimento regional.
A empresa também promove pesquisas sobre os ecossistemas aquático e terrestre, incluindo projetos de reprodução de espécies de fauna ameaçadas, como a onça-pintada e a harpia.
A Itaipu é a primeira hidrelétrica, no mundo, a ter suas áreas protegidas reconhecidas com esse título, atribuído a locais que apresentam significativa contribuição para a proteção da natureza e por seu valor ecológico para a humanidade.


As áreas protegidas da Itaipu funcionam como um “laboratório vivo”, onde são realizadas pesquisas, educação ambiental, monitoramento e ações de preservação da fauna e da flora. Grande parte dessas áreas resulta de experiências bem-sucedidas de restauração florestal, especialmente no Brasil, onde antigas áreas agropecuárias deram lugar à mata nativa.
Um levantamento de 1976 mostrou que a margem brasileira do Rio Paraná tinha apenas 23% de florestas nativas, enquanto a agricultura ocupava 50% das terras. No Paraguai, o cenário era inverso: 82% de florestas e apenas 13% de agricultura. Essas diferenças definiram a vocação de cada margem – preservação de grandes reservas no Paraguai e reflorestamento no Brasil –, resultando no plantio de 24 milhões de árvores entre 1979 e 2023, na margem brasileira.
As mudas são cultivadas no Viveiro Florestal, no Refúgio Bela Vista, que produz por ano cerca de 500 mil mudas de 130 espécies da Mata Atlântica, destinadas às áreas da Itaipu e a instituições parceiras. Esse esforço fez com que a Itaipu fosse responsável por quase 30% da regeneração da Mata Atlântica nos últimos 30 anos, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Em 2024, um estudo sobre os impactos dessa restauração venceu a 6ª edição do Prêmio MapBiomas.
Com 976 hectares que somam remanescentes de áreas naturais, e outras regeneradas ou de proteção permanente em duas microbacias, conecta o Parque Nacional do Iguaçu (PNI) às áreas protegidas da Itaipu Binacional.
Saiba MaisMuito mais que um local de conservação da natureza, o RBV. Ele abriga diversas pesquisas e funciona como um espaço de educação para a sustentabilidade.
Saiba MaisConecta as reservas e refúgios em torno do reservatório, constituindo uma parte importante do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná. A largura média é de 208 metros e a extensão alcança 2,9 mil km
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No lado brasileiro estão os refúgios biológicos:
No lado paraguaio estão as reservas biológicas:
E em área binacional, entre o departamento de Kanendiyu (Paraguai) e o estado do Mato Grosso do Sul, está o Refúgio Binacional de Maracaju (1,4 mil ha).
As áreas protegidas da Itaipu compõem o Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná, se conectando, ao sul, ao Parque Nacional do Iguaçu, por meio do Corredor Ecológico Santa Maria, e, ao norte, ao Parque Nacional de Ilha Grande.
Mais do que a conservação do bioma Mata Atlântica, a iniciativa gera serviços ecossistêmicos que beneficiam comunidades rurais e urbanas do Paraná e do Mato Grosso do Sul no entorno do reservatório, que somam uma população de aproximadamente 1 milhão de pessoas.
© 2025 Itaipu Binacional
Todos os direitos reservados
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