Segunda reportagem da série Setembro Lilás aborda formas de identificar a doença, retardar sua progressão e garantir o uso seguro de medicamentos. 
Por Divisão de Administração de Benefícios – RHGB.AD

A doença de Alzheimer é relativamente bem conhecida, mas, apesar disso, ainda não existe uma forma comprovadamente eficaz de garantir sua prevenção. Sabe-se, no entanto, que o estímulo cognitivo constante contribui para retardar a manifestação dos sintomas. Diagnóstico, prevenção e tratamento são os temas da segunda matéria da série sobre a campanha Setembro Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a doença de Alzheimer e outras demências.

O Alzheimer pode ser tratado por psiquiatra, geriatra ou por um neurologista especializado no tratamento da doença. O diagnóstico é por exclusão. O rastreamento inicial deve incluir avaliação de depressão e exames de laboratório com ênfase especial na função da tireoide e nos níveis de vitamina B12 no sangue.

O diagnóstico do paciente que apresenta problemas de memória é baseado na identificação das modificações cognitivas específicas. Ele é obtido por meio de exames físicos e neurológicos cuidadosos acompanhados de avaliação do estado mental para identificar os déficits de memória e de linguagem, além de visuoespaciais, que é a percepção de espaço. 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, realizado em tempo oportuno, são fundamentais para possibilitar o alívio dos sintomas e a estabilização ou o retardamento da progressão da doença.

Prevenção

A Doença de Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção específica, no entanto, os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social, com bons hábitos e estilos, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença. 

Com isso, as principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas como diabetes, câncer e hipertensão, por exemplo, são:

  • Estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa;
  • Fazer exercícios de aritmética;
  • Jogos inteligentes;
  • Atividades em grupo;
  • Não fumar;
  • Não consumir bebida alcoólica;
  • Ter alimentação saudável e regrada;
  • Praticar atividades físicas regulares

Tratamento

O tratamento do Alzheimer é medicamentoso e os(as) pacientes têm à disposição medicamentos capazes de minimizar os distúrbios da doença. O objetivo é, também, propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária, com um mínimo de efeitos adversos.

Não existe cura e nem reversão para a Doença de Alzheimer, mas há medicamentos que retardam o declínio e aliviam sintomas. A prescrição é sempre do neurologista ou psiquiatra.

Uso seguro de medicamentos

Na pessoa idosa, o corpo já processa os remédios de forma diferente – o fígado e os rins trabalham mais devagar. Quando se soma a doença de Alzheimer, o desafio cresce: a pessoa pode esquecer de tomar, tomar em dobro ou trocar os horários, o que torna o acompanhamento de um cuidador ou familiar essencial.

Além disso, quem tem Alzheimer costuma usar vários medicamentos ao mesmo tempo (a chamada polifarmácia, com cinco ou mais remédios), elevando o risco de interações, efeitos adversos, quedas e internações.

Cuidados práticos no dia a dia

Confira algumas orientações do Ministério da Saúde, Anvisa e do Conselho Federal de Farmácia:

  • Mantenha uma lista única e atualizada de todos os remédios (inclusive naturais e suplementos) e leve a cada consulta;
  • Respeite horários e doses — de preferência com um cuidador  companhando, evitando a automedicação;
  • Dê preferência para manter o medicamento nas embalagens originais, mas se for mais conveniente, utilize um organizador de comprimidos por dia/horário;
  • Conserve corretamente: local fresco, seco, longe da luz e dos produtos de limpeza, sempre nas embalagens e conferindo a validade;
  • Guarde os calmantes em local seguro, fora do alcance da pessoa com Alzheimer;
  • Revise periodicamente com médico e farmacêutico (a desprescrição do que não é mais necessário);
  • Nunca suspenda ou troque um remédio por conta própria;
  • Observe sinais novos (tontura, sonolência, confusão, quedas) e comunique à equipe de saúde.

Em caso de dúvidas, o médico e o farmacêutico são sempre os melhores aliados.

Na terceira e última publicação, semana que vem, os temas serão a adaptação do lar e dicas de convivência com pessoas que têm Alzheimer.

Fonte: Ministério da Saúde — Saúde de A a Z: Alzheimer
(https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer)