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Responsabilidade Social
Itaipu e Rede Proteger entram na luta contra a evasão escolar
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03/07/2018

A Rede Proteger vai participar da luta pelo fim da evasão escolar em Foz do Iguaçu (PR). As 40 instituições que compõem a rede, incluindo a Itaipu Binacional, anunciaram na sexta-feira (29) a adesão ao Programa de Combate ao Abandono Escolar, da Secretaria Estadual da Educação. O assunto foi tratado na reunião mensal do colegiado, realizada no Centro de Atenção Integral ao Adolescente (Caia).


Reunião da Rede Proteger, em Foz do Iguaçu: todos contra a evasão escolar.

A Rede Proteger assumiu o compromisso de combater o problema em Foz do Iguaçu, onde pelo menos 6 mil crianças de 4 a 17 anos estão fora da escola, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2015.

Segundo Erika Davies, da Divisão de Iniciativas de Responsabilidade Social da Itaipu, o engajamento da Rede se dá porque a evasão escolar “é uma das violações dos direitos infantojuvenis”.

Há ainda outro fator: quando a criança está fora de uma unidade escolar, ela fica mais vulnerável a outras violações, como trabalho infantil, exploração sexual e abusos. “A missão da Rede é proteger as crianças. Quando não estão estudando, elas ficam mais expostas.”

A Itaipu participa da Rede Proteger por meio do Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA).

Dados compartilhados

A partir de agora, as informações sobre os estudantes das redes municipal e estadual serão compartilhadas com as entidades integrantes da Rede de Proteção. Elas, por sua vez, ajudarão o Núcleo Regional de Educação (NRE) a preencher o Sistema Educação da Rede de Proteção (SERP), com dados dos alunos.

O objetivo é entender a motivação da evasão e buscar alternativas para que a criança fora da escola volte aos estudos. “A Secretaria [Escolar] inclui no sistema todos os dados pessoais do aluno. Agora, quando esse estudante deixar de frequentar as aulas, vamos pedir ajuda às demais instituições”, explicou a pedagoga Franciele Soares, do NRE.

O sistema já existe desde 2014, mas precisava de reforço da comunidade. “O número de crianças fora da escola está nos preocupando. Decidimos buscar mais parceiros nesta luta”, disse. É considerado evadido estudantes com cinco faltas, em dias consecutivos, ou sete com faltas, em dias alternados.

O advogado da Guarda Mirim, Renan Ferreira, explicou que a evasão escolar não é algo exclusivo de Foz do Iguaçu. Pela necessidade de trabalhar, muitos acabam abandonando os bancos escolares. Atualmente, de acordo com o PNAD, há 155 mil crianças trabalhando de forma irregular no Paraná. Pelo menos 3 mil crianças, com idade entre cinco e nove anos, estão ocupadas em atividades agrícolas.