Energia
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02/01/2014
Consumo aumenta e Itaipu supera recorde de 2012

Os termômetros apontaram quase 40º C, com sensação térmica de 47º C, no último dia do ano no Rio de Janeiro e a demanda por energia foi maior que a esperada. O resultado: Itaipu superou os 98,5 milhões de MWh previstos para 2013. O recorde mundial de geração de energia elétrica, atingido no dia 30, foi ainda maior. Itaipu fechou o ano com a produção histórica de 98.630.035 megawatts-hora (MWh).
    
“O consumo é que puxa a produção”, sintetiza o superintendente de Operação de Itaipu, Celso Torino. “São as pessoas em casa com o dedo no interruptor que definem o quanto vamos gerar”. De acordo com ele, a previsão do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o dia 31 foi superada pelo alto consumo, principalmente, na capital fluminense. “Corrigimos em tempo real a nossa produção nos últimos dois dias do ano para atendermos a forte demanda”, conclui.
   
A produção de 2013 superou o recorde anterior, de 2012, que era de 98.287.128 MWh. No acumulado histórico, ou seja, desde 1984 quando Itaipu começou a operar, foram gerados 2.135.680.660 MWh. Em termos de participação do mercado de energia elétrica, Itaipu atendeu, em 2013, 16,9% da demanda brasileira e 75% do mercado paraguaio.
    
De acordo com o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, uma série de fatores contribuiu para a hidrelétrica atingir a produção histórica de 2013. “É um trabalho permanente de formação dos quadros de profissionais e o comprometimento de todas as equipes para aproveitar a água da melhor maneira”, afirma. “Soma-se a isso o bom momento pelo qual passam as economias do Paraguai e do Brasil aumentando a demanda por energia elétrica”.
    
Novo patamar
    
A produção de 2013 não só foi recorde mundial como marcou um novo patamar alcançado nos últimos dois anos. Se comparar a média de 2013 e 2012 à produção de 2008 (ano da 3ª maior produção histórica), houve um aumento de quase quatro milhões de MWh. Comparando com a média dos cinco anos anteriores ao biênio 2012-2013, o aumento é de sete milhões de MWh, ou metade do consumo anual da segunda maior cidade do Brasil, o Rio de Janeiro.
    
“Nós mudamos a nossa régua, é outro patamar”, afirma Samek. De acordo com ele, se mantiver alto o consumo de energia e continuar o regime de chuvas, a tendência é ficar sempre neste patamar elevado de produção.
    
De acordo com Celso Torino, o novo patamar foi possível devido a uma série de melhorias internas na área técnica da hidrelétrica, envolvendo operação, manutenção, engenharia e obras, além de uma melhor coordenação com os parceiros externas de Itaipu – Eletrobras, ONS, Furnas e Copel, no Brasil, e Ande, no Paraguai.
     
Alguns comparativos da geração de 2013

No Paraná, é o suficiente para suprir o consumo de energia elétrica anual de:

- 21 cidades do porte de Curitiba;
- 73 cidades do porte de Londrina;
- 140 cidades do porte de Cascavel;
- 186 cidades do porte de Foz do Iguaçu.

Em relação às cidades, estados e regiões brasileiras, é suficiente para suprir todo o consumo de energia elétrica:

- do Brasil por 79 dias;
- da Região Sul por um ano e três meses;
- da Região Sudeste por cinco meses;
- do Estado do Paraná por três anos e sete meses.
- do Estado de São Paulo por oito meses e 24 dias;
- da cidade de São Paulo por três anos e quatro meses;
- da cidade de Campinas por 31 anos;
- da cidade do Rio de Janeiro por seis anos e sete meses.

Em termos de países latino-americanos, é suficiente para suprir o consumo de energia elétrica:

- da Argentina por nove meses e 22 dias;
- do Paraguai por oito anos;
- do Chile por um ano e seis meses;
- da Venezuela por um ano;
- de toda a América Latina (excluindo o Brasil) por 89 dias.

Em relação a outros países, a produção de 2013 atenderia de energia elétrica:

- China por sete dias;
- Estados Unidos por nove dias;
- Índia por um mês e nove dias;
- Japão por um mês e cinco dias;
- Portugal por um ano e 11 meses;
- Alemanha por dois meses;
- França por dois meses e 14 dias;
- Reino Unido por três meses e 12 dias;
- Espanha por quatro meses e 16 dias.

Ou o mundo todo por aproximadamente dois dias.

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