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Modelo de Gestão Participativa
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A gestão e a implementação do programa socioambiental são eminentemente participativas. Suas ações são desenvolvidas por meio de parcerias entre a Itaipu e instituições públicas e privadasentidades sociais e ambientais. A organização e operação deste processo é feito por meio de comitês gestores.

A Itaipu atua conjuntamente com com mais de 2 mil parceiros, entre prefeituras, cooperativas, associações de classe, produtores rurais, ONGs, órgãos governamentais e sociedade civil organizada. Os parceiros estão organizados em Comitês Gestores e atuam nas ações que estão sendo desenvolvidas.

Os membros dos comitê gestor se reúnem periodicamente para dialogar sobre o andamento das ações socioambientais no município. O comitê faz também a articulação junto aos órgãos públicos do Executivo, do Judiciário e dos órgãos ambientais para ajudarem a encaminhar soluções, principalmente relacionadas às pequenas propriedades.

O processo de implantação das ações socioambientais é composto pelas seguintes etapas:

1. Seleção da microbacia

Inicia-se pelo dialogando com a comunidade, autoridades e lideranças locais sobre os conceitos e fundamentos da conservação dos recursos hídricos, com a definição da microbacia a ser trabalhada em cada município, priorizando as dos mananciais que abastecem a população local.

2. Sensibilização

Encontros com as comunidades e lideranças para sensibilizar sobre os problemas, ações corretivas necessárias e práticas social e ambientalmente corretas.

3. Comitês Gestores

São criados comitês gestores com representantes dos diversos programas e projetos socioambientais da Itaipu, órgãos municipais, estaduais e federais, cooperativas, empresas, sindicatos, entidades sociais, universidades, escolas e agricultores.

4. Oficinas do Futuro

As oficinas são Inspirada na metodologia do Instituto Ecoar para a Cidadania (Agenda 21 do Pedaço) que promove o diálogo e a ação de vários atores sociais que interferem no ambiente e na qualidade de vida. As comunidades (jovens, crianças, adultos e idosos) são reunidas e convidadas a uma reflexão socioambiental no processo das Oficinas do Futuro, que compreendem quatro momentos:

Muro das lamentações - identificam-se os danos ao meio ambiente e reclamações da comunidade, que  avalia a sua conduta, em especial em relação ao seu rio, e aponta os problemas a serem resolvidos;

Árvore da esperançamanifestam-se as aspirações de hoje e de amanhã (sonhos), respondendo à pergunta: Como gostaríamos que o nosso pedaço (do planeta) fosse?

Caminho adiantedefinem-se as ações corretivas dos problemas identificados, comprometendo-se com uma nova conduta, com base na ética do cuidado, na convivência solidária entre os seres humanos e entre eles e os demais seres, respondendo às perguntas: O que é necessário fazer com urgência para salvar nosso rio? Qual é a nossa parte

Pacto das Águasmomento de celebração do compromisso pelo cuidado com as águas, em que a comunidade apresenta aos atores sociais envolvidos uma síntese dos resultados das oficinas do futuro, mostrando o verdadeiro retrato da comunidade, seus problemas, anseios, compromissos e prioridades. O pacto mobiliza toda a sociedade, tanto financeiramente quanto na construção do respeito mútuo e de solidariedade entre os seres, servindo também como subsídio ao comitê gestor nos encaminhamentos referentes ao projeto. Esse documento é chamado de Carta do Pacto das Águas, que a comunidade, lideranças e autoridades assinam como compromisso com a sustentabilidade (Agenda 21 do Pedaço).

5. Convênios, Acordos, Termo de Compromisso

Uma vez celebrado o Pacto das Águas (compromisso coletivo), a Itaipu Binacional, a Prefeitura e os demais parceiros assinam os convênios e outros instrumentos em que estão claramente estabelecidas as condições e as contrapartidas das partes, para viabilizar a execução das ações previstas.

6. Ajustes de parcerias

Antes do inicio das ações são realizados ajustes referentes à participação e contribuição de cada um dos parceiros envolvidos com a causa.

7. Futuro no presente

Ação que se realiza durante e após a solução dos passivos ambientais, quando acontecem oficinas de sensibilização para despertar a consciência de cuidado com o que está sendo reconstruído. Uma grande parceria para resolver os passivos ambientais apontados é firmada entre os diversos segmentos das comunidades locais e das instituições envolvidas. Com seus potenciais distintos, desencadeiam o processo de ajuda mútua, legitimado nos comitês gestores, que garantem a tomada de decisões de forma democrática e se constituem em espaços fundamentais de planejamento, execução, monitoramento e proposições de ações para a melhoria contínua das bacias hidrográficas regionais.

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