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COP24: Itaipu e Undesa lançam ferramenta para compartilhar soluções em água e energia
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05/12/2018

A interdependência entre água e energia e sua relação direta com o desenvolvimento sustentável foram os pontos em comum nos discursos dos representantes da Itaipu Binacional e do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Social das Nações Unidas (Undesa), que fizeram o lançamento da Rede de Soluções Sustentáveis em Água e Energia, nesta terça-feira (4), durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, em Katowice, na Polônia.


Diretor Mario Cecato (à esquerda) no lançamento da plataforma na COP 24.

A rede é consequência de uma parceria firmada entre as duas instituições no último mês de março. Com a rede, a iniciativa passa a contar com uma plataforma para o compartilhamento de conhecimentos e boas práticas com uma abordagem integrada dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de números 6 e 7 (Água potável e saneamento, e Energia limpa e acessível, respectivamente). A ideia é, também, promover encontros para a capacitação e a adesão de novos parceiros.

Conforme explica o subsecretário-geral das Nações Unidas para a Undesa, Liu Zhenmin, água e energia são assuntos interconectados e cruciais para a Agenda 2030 da ONU. No Brasil, por exemplo, a disponibilidade de água guarda uma relação direta com boa parte da geração de energia, uma vez que a fonte hidráulica responde por cerca de 70% do suprimento nacional de eletricidade. Ao mesmo tempo, o processo de tratamento e fornecimento de água potável é altamente dependente de eletricidade.

Mas mesmo considerando as demais fontes de geração, o uso de recursos hídricos é intensivo em 90% da geração elétrica mundial, conforme destacou Zhenmin. O executivo da Undesa também chamou a atenção para o fato de que 1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a eletricidade e 2,1 bilhões de pessoas não dispõem de água potável em casa.

“A próxima década é uma janela de oportunidade para a comunidade internacional atuar nessas questões e promover avanços significativos. Nesse cenário, a abordagem integrada dos ODS 6 e 7 é uma ferramenta poderosa”, afirmou Zhenmin. “E Itaipu é um exemplo disso, como pude testemunhar pessoalmente no último mês de maio [quando esteve na usina]”, acrescentou.

A Itaipu foi representada no lançamento pelos diretores financeiros, Mário Cecato (Brasil) e Monica Perez dos Santos (Paraguai), que enfatizaram o compromisso da empresa com o compartilhamento de suas experiências na promoção do desenvolvimento territorial, conservação da biodiversidade, redução da pobreza e geração de renda.

“Essa parceria com a Undesa está intimamente ligada à nossa empresa. Água e energia são temas essenciais para as atividades da Itaipu”, disse Cecato. “É a partir dos cuidados com a água e energia que Itaipu demonstra seu compromisso com a promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental, tanto no Brasil como no Paraguai”, completou Monica.

A cerimônia de lançamento também contou com a participação do diretor executivo da Associação Internacional de Hidroeletricidade (IHA, em inglês), Richard Taylor. “Há muito poucos exemplos bem-sucedidos como a Itaipu no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável, assim como há poucos países que vêm se desenvolvendo como o Paraguai, o que, no caso, se deve ao suprimento confiável de energia de que o país dispõe”, sentenciou Taylor. “Por isso, temos de aprender com esse exemplo. A hora de agir é agora”.

Como vai funcionar

A proposta da rede é atrair outras organizações, governos ou empresas que trabalhem com essa abordagem integrada entre água e energia. E, entre os potenciais parceiros que já demonstraram interesse em aderir à rede, estão o Conselho Mundial de Energia (World Energy Council) e o governo da Espanha, ambos com extenso histórico nessa questão, conforme afirmou o assessor de Energias Renováveis da ONU, Minoru Takada, que assistiu a cerimônia de lançamento.

Para aderir à plataforma, a Undesa está solicitando aos interessados que produzam estudos de caso sobre suas práticas. Após análise por parte do órgão da ONU, os estudos passarão a ser disponibilizados on-line.