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Jornal Vale Paraibano
Um mundo de natureza exuberante
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23/04/2008

Foz do Iguaçu vai além das cataratas e da Usina de Itaipu; refúgios de animais e boa gastronomia também são dicas de passeio.

 

Antes mesmo de o avião tocar ao solo do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu já é possível ver por que a cidade é o segundo ponto turístico mais visitado do Brasil (perde apenas para Rio de Janeiro). Os rios Paraná e Iguaçu, que banham a cidade, dão o cartão de visita ao turista. A beleza realmente impressiona.

 

Com pouco mais de 300 mil habitantes, Foz do Iguaçu é uma cidade com várias atrações turísticas, que vão muito mais além das famosas cataratas e da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Mas é por Itaipu que vamos começar esse passeio. Até chegar à usina, uma pequena viagem do centro até a portaria principal.

 

É difícil - à primeira vista - fazer idéia da grandiosidade da obra, que começou a ser erguida na década de 70. O leito do rio Paraná teve que ser alterado para a construção da barragem. Foram dois anos só para escavar o solo de rocha basáltica.

 

O resultado foi a principal usina hidrelétrica do mundo, capaz de abastecer quase a totalidade de moradias em solo paraguaio e boa parte do Brasil.

 

O passeio começa numa plataforma com lojas de suvenires, seguido por um vídeo que conta toda a história da usina. Aliás, Itaipu, em Guarani, significa "pedra que canta". E as fotos antigas, antes de a hidrelétrica ser construída, mostra um pequeno conjunto de rochas.

 

De acordo com a história, os índios que habitavam a região diziam que a pedra cantava quando a água ali batia. Mas, hoje, o barulho que é possível escutar ali é bem diferente. É quase um barulho poético da tecnologia.

 

As turbinas, que giram numa velocidade impressionante, são capazes de gerar aproximadamente 264 mil Mwh por dia. Para que isso aconteça, a água percorre um longo caminho, que começa com uma queda de 120 metros. Depois de passar pelas grandes tubulações, a água chega ao gerador e é transformada em energia. Todo esse processo pode ser visto durante a visita a hidrelétrica, que dura em torno de duas horas.

 

Monitores treinados levam grupos de turistas aos principais pontos da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Um desses pontos é o Mirante Central. De lá, é possível ver toda a barragem, incluindo o vertedouro, construído para dar vazão à água do rio Paraná e para formar um grande e belo espetáculo.

 

TURISTAS - A Usina Hidrelétrica de Itaipu recebe cerca de 1.500 pessoas por dia, sendo que a maioria é o turista argentino, paraguaio e uruguaio. Europeus também vêm em peso à usina. Desde que foi construída, Itaipu já recebeu 13,8 milhões de turistas vindos de mais de 130 países.

 

Abrir a usina para a visitação começou com a idéia de explicar aos moradores da região de Foz do Iguaçu o funcionamento da usina. E deu certo. A grandiosidade e a ousadia da engenharia compõem um cenário quase inesquecível ao olhar curioso do turista.

 

A prova disso é que Itaipu está entre as principais maravilhas do mundo moderno, segundo pesquisa feita pela CNN, um dos mais respeitados canais de notícias dos Estados Unidos.

 

AS CATARATAS - E, por falar em maravilhas, o Parque Nacional do Iguaçu pode ser facilmente incluído nessa lista. As 280 quedas d'água formam um cartão postal que faz qualquer pessoa ficar estática, olhando fixamente para o grande volume de água, por bons minutos. O barulho das quedas pode ser ouvido sem muito esforço em qualquer parte dos mais de 175 mil hectares do parque.

 

Segundo dados do próprio parque, 60% dos turistas que passam pelas cataratas são estrangeiros. "Conseguimos atrair todo esse público graças ao trabalho que vem sendo realizado pela Embratur e pelas agências de turismo espalhadas pelo mundo", disse Jorge Luiz Pegoraro, chefe do Parque Nacional do Iguaçu.

 

Outro fator importante para o sucesso de público das cataratas deve-se à parceria firmada entre o parque e a Usina Hidrelétrica de Itaipu. "Além disso, também temos uma parceria com seis concessionárias que trabalham dentro do Parque Nacional do Iguaçu", afirmou Pegoraro.

 

A história das cataratas, assim como a beleza de suas quedas d água, começou a ser escrita por Santos Dumont. Em 1916, o "pai da aviação" visitou a cidade e viu que as cataratas se localizavam na propriedade do fazendeiro uruguaio Jesus Val. Foi, então, que Dumont escreveu uma carta ao presidente da Província do Paraná pedindo a desapropriação da área.

 

AVENTURA - Se você é daqueles apaixonados por aventura, vale a pena ir ao Macuco Safari, um passeio de barco que leva o turista bem próximo às quedas d água. O trajeto começa com uma trilha em meio à floresta tropical. Um guia vai explicando, ao longo dos quatro quilômetros feitos com um jipe elétrico, as principais árvores da região.

 

A adrenalina, no entanto, começa quando a orientação é para colocar as bóias. A emoção fica ainda mais forte quando o barco motorizado chega bem perto a uma das quedas d'água. Nem é preciso dizer que você sai do barco completamente molhado. Mas a beleza faz valer a pena.