A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta

Diário Catarinense - SC
Posto de combustível está dentro da garagem
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19/11/2008

Para percorrer cem quilômetros, apenas R$ 6 e consciência ecológica tranqüila. É essa a estimativa do gasto com o carro movido a energia elétrica que está sendo desenvolvido por um grupo de empresas, em parceria com a líder do estudo, a Itaipu Binacional. A novidade, em exposição no II Congresso Brasileiro de Energia Solar e III Conferência Latino-Americana da Sociedade Internacional de Energia Solar, chama a atenção dos visitantes na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Capital.

 

O projeto pretende disponibilizar no mercado brasileiro um carro econômico e tecnicamente viável. Por enquanto, 25 unidades já foram produzidas para que as empresas parceiras do projeto utilizem como protótipo e desenvolvam tecnologia nacional para o veículo.

 

Veja como funciona o carro movido a eletricidade

 

Segundo o coordenador do projeto Veículo Elétrico no Brasil, Celso Novais, alguns fatores colaboraram para que a idéia começasse a ser implantada no Brasil. Novais citou a preservação do meio ambiente, a capacitação profissional, a geração de emprego e renda, a pesquisa, o desenvolvimento, a tecnologia utilizada, além da possibilidade de geração de créditos de carbono e de um novo mercado consumidor.

 

Hoje são produzidos carros do modelo Fiat Palio Weekend. Se entrasse no mercado atualmente, o ele custaria o dobro de um movido a combustíveis fósseis. Entretanto, a intenção é de que os valores cheguem aos custos similares dos carros utilizados hoje.

 

Carga dura cerca de oito horas

 

A carga dura oito horas. Nas duas primeiras, 80% da bateria é carregada, e há a possibilidade de cargas de minutos ou de menos horas para que se percorram menos de 130 quilômetros, média de uso de bateria cheia. Segundo Novais, a sensação do motorista é de direção de um carro pouco mais potente do que um veículo de motor 1.0.

 

A questão das substituições de energia é o tema do encontro. Até sexta-feira, pesquisadores, estudantes e profissionais debatem principalmente a implantação do uso da energia solar nas casas brasileiras.

 

De acordo com o presidente do Congresso, Ricardo Rüther, não há viabilidade para isso atualmente. O programa brasileiro, inserido em um projeto de lei feito por pesquisadores e outros interessados, procura um mecanismo de incentivo e financiamento para a implantação e utilização mais intensa da energia solar.

 

Potencial da energia solar

 

A insolação - medida da quantidade de luz solar - no Brasil é uma das maiores do mundo. Na Alemanha, o ponto de maior insolação é 40% menor do que o ponto de menor insolação no Brasil.

 

No mundo, a indústria que produz componentes para a utilização da energia solar movimenta US$ 20 bilhões por ano, com taxa de crescimento anual de 50%.

 

Para a auto-suficiência de energia em uma casa típica brasileira, são necessários de 20 a 40 metros quadrados de telhado para a instalação de placas solares.

 

Em média, a implantação de um sistema de energia solar custaria, à vista, a conta de energia de 25 anos - cerca de R$ 30 mil. A dificuldade de pagamento à vista é que impede a utilização da energia solar.