A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta

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Na Tríplice Fronteira, Unila destaca ciências humanas.
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26/07/2010

Em 16 de agosto, 150 alunos brasileiros e 150 paraguaios, argentinos e uruguaios terão o primeiro dia de aula na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Com sede provisória no Parque Tecnológico da hidrelétrica Itaipu, na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, em Foz do Iguaçu, a instituição começa suas atividades com seis graduações: ciências biológicas, relações internacionais, economia, integração e desenvolvimento, sociedade, Estado e política, engenharia ambiental de Energias renováveis e engenharia civil de infraestrutura.
   
Mais de 1.300 brasileiros se inscreveram no processo seletivo da Unila, que levou em consideração as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já as matrículas dos estrangeiros ficaram sob responsabilidades dos órgãos educacionais de seus países de origem. Segundo Hélgio Trindade, reitor da Unila, os alunos do ensino médio das escolas públicas terão prioridade. "Nós queremos valorizar os alunos que vêm das escolas que são majoritárias", explica.
  
A expectativa é que já no próximo processo seletivo, em março de 2011, os alunos selecionados possam chegar a 2 mil. Também será ampliado, progressivamente, o número de países participantes nos vestibulares da Unila, até alcançar toda a América Latina.
Trindade diz que a Unila foi criada para ser um centro de formação de profissionais e pesquisadores que tratem de questões centrais para a América Latina. "Não temos vocação tecnológica, mas escolhemos incluir engenharia ambiental e de infraestrutura na grade curricular, porque são gargalos do continente e que podem ser estudados de maneira integrada, assim como as disciplinas da área de humanas."