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A Gazeta do Iguaçu - PR
Itaipulândia é referência em coleta seletiva na região
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14/10/2009

Desde a instalação do programa de coleta solidária "Dê a Mão para o Futuro", em Itaipulândia, a vida dos catadores de materiais recicláveis mudou consideravelmente, e o município ficou mais limpo. Há pouco mais de três meses foi criada a Associação dos Recicladores do Município de Itaipulândia (Assoremi), que conta atualmente com 13 associados.
  
Paralelamente à implantação da instituição, a Diretoria de Meio Ambiente passou a orientar servidores municipais, alunos e, consequentemente, toda a comunidade a separar os papéis brancos, as caixas de papelão, as garrafas pet e os plásticos dos chamados lixos orgânicos (frutas, restos de alimentos, entre outros). Após as reuniões, distribuiu sacolas para que os munícipes fizessem a destinação adequada dos materiais.
 
A seleção ocorre da seguinte forma: reciclável, o não-reciclável e o orgânico. Há que salientar que a prefeitura disponibilizou também um caminhão para fazer o recolhimento do material e levar até o seu destino. O orgânico é levado às hortas escolares e viveiro de mudas; o não-reciclável vai para o aterro sanitário; e o reciclável é encaminhado até o barracão dos associados.
  
O conjunto de ações gerou uma série de resultados. Entre eles o aumento no volume de materiais recicláveis retirados das ruas, bem como uma maior renda aos agentes ambientais. Em contrapartida, houve uma redução significativa na quantidade de lixo encaminhada ao aterro sanitário.
  
De acordo com dados repassados pela assessoria de imprensa do município, nos últimos meses deixaram de ser jogados no aterro 54 mil quilos de materiais recicláveis. O aumento foi sentido mês após mês. Em julho foram sete toneladas. Em agosto o volume subiu para 23 mil quilos e 24 toneladas, em setembro. O total no mês passado corresponde a quase três quilos por pessoa.
  
A prática bem-sucedida de Itaipulândia está servindo de exemplo para outros municípios da região. Uma das provas é o convite recebido pelos associados para participar da ExpoCatador da América Latina, marcada para ocorrer entre os dias 28 e 30 em São Paulo.
  
Barracão  
O projeto é resultado de uma parceria entre o município e a Itaipu Binacional. Na sede da Assoremi, os catadores contam com uma prensa, uma balança, carrinhos elétricos, entre outros equipamentos para facilitar a coleta, o armazenamento e a venda dos produtos. Outra vantagem apontada por Laércio Luiz Kaiser, presidente da associação, em entrevista à reportagem de A Gazeta, foi o caminhão disponibilizado pelo município para fazer a coleta.
  
Segundo ele, como as famílias, as instituições públicas e as escolas começaram a separar os materiais recicláveis, diariamente, em poucos minutos, o caminhão faz o trabalho que eles levavam horas. Desde então, os agentes ficaram com a responsabilidade de fazer contato com os supermercados.
  
De acordo com Kaiser, nestes primeiros três meses de trabalho, os 13 catadores e famílias deles passaram a ter uma vida mais digna, pois tudo o que é separado e vendido pela Assoremi é dividido entre os associados. "Antes do projeto ganhávamos cerca de R$ 300 por mês. No mês passado, o salário aumentou para R$ 550", disse.
 
Apoio 
Conforme explicou o diretor de Meio Ambiente, Ireno Becker, para o projeto continuar com resultados positivos a associação e a prefeitura solicitam a participação dos munícipes. "Precisamos que os Itaipulandienses continuem separando os materiais nas três sacolas diferentes", pontuou.