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Revista H2O Agua - SP
Itaipu leva artesanato da tríplice fronteira para a Espanha
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11/07/2008

Peças de artesanato típicas da região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina podem ser vistas e compradas no estande do Brasil na Exposição Internacional de Zaragoza, a EXPO 2008. Os objetos integram o programa Ñandeva, desenvolvido pela Itaipu Binacional/Fundação Parque Tecnológico Itaipu.

 

O Ñandeva, que em guarani significa "de todos nós", incentiva a produção de artesanatos representativos da cultura da região, que antes da formação dos países hoje existentes pertencia à nação Guarani.

 

"O nosso objetivo é resgatar as referências culturais da região, que são riquíssimas. Queremos que as pessoas olhem uma peça e saibam de onde é, como acontece com o Cristo Redentor e as bonecas do Nordeste", explica a coordenadora do programa, Ana Nóbrega, lembrando que mesmo quem visita as Cataratas leva como lembrança artesanato de outras regiões do país.

 

Peças dos artistas que integram o projeto estão expostas no estande brasileiro e podem ser compradas pelo público. "A receptividade tem sido ótima. Acho que esse tipo de ação é fundamental para divulgarmos para o mundo a imagem que buscamos", diz Ana.

 

A presença do Ñandeva na Expo faz parte da estratégia da região em se tornar cada vez mais um destino turístico reconhecido. "A região tem uma vocação natural para o turismo, queremos aumentar esse potencial", comenta a coordenadora do programa.

 

O Ñandeva começou em 2003, integrando a nova política de responsabilidade social da parte brasileira da Itaipu Binacional, que entende que as ações devem envolver todo o entorno da usina, não apenas o lado brasileiro. Além de incentivar a busca da identidade local, o programa tem por objetivo questões como geração de renda e desenvolvimento tecnológico. "Temos também a incubadora que incentiva o desenvolvimento comercial da arte na região", afirma Ana.

 

Para desenvolver a metodologia do trabalho, o Ñandeva contou com a participação de antropólogos, sociólogos e designers. Atualmente, os artesãos recebem consultorias dos designers sem custo ou intromissão no trabalho final. "Eles são artistas e devem desenvolver a sua arte naturalmente, os que os designers fazem é estimular esse desenvolvimento sem nunca dizer "é assim, faça isso ou aquilo", garante Ana, que conta com apoio de coordenadoras locais na Argentina e no Paraguai.