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Gazeta do Iguaçu - PR
Governador abre Feiras no CTG Charrua
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25/06/2009

O governador, Roberto Requião, abre nesta quinta-feira, às 15 horas, a Feira Sabores do Paraná e a 14ª Feira Vida Orgânica, eventos simultâneos que reúnem, no CTG Charrua, 130 produtores e chamam atenção para o setor da agroindústria familiar paranaense e da região. Realizada pela primeira vez em Foz, a Feira Sabores do Paraná se configura em um instrumento de divulgação e de comercialização de produtos. O mesmo fim é alcançado pelo evento paralelo, que reúne produtores inseridos no programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional, que visa a sustentabilidade da produção e consequentemente uma alimentação saudável.
  
Pela primeira vez realizada em Foz do Iguaçu, a Feira Sabores do Paraná é organizada há dez anos pela Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (SEAB) e já atendeu a diversas regiões do Estado. Nesta edição, além da Binacional, o evento conta com a parceria da Secretaria Municipal do setor. Segundo o coordenador estadual do Programa Fábrica do Agricultor e de eventos estaduais, Abdel Nasser, estes cumprem um papel voltado ao agricultor familiar, que muitas vezes não tem a oportunidade de mostrar ou comercializar seus produtos. "Serve principalmente para isso: posicionar o produto dele no mercado", explicou.
   
Por apresentar opções as quais a maioria dos consumidores não conhece, embora tenhamos similares no mercado, a feira voltada à agroindústria familiar é uma oportunidade para o próprio produtor apresentar sua produção. Destinada ao público em geral, o evento tem como principal característica o fato de ser um instrumento de divulgação. Como explicou Nasser, apesar de a duração ser de apenas quatro dias, o mais importante é a etapa posterior à feira, devido à oportunidade de negócios. "Por isso queremos que a região, os supermercados e comerciantes possam ir para adquirir e começar a distribuir", resumiu.  

Pelo seu caráter estadual, a Feira de Sabores mescla produtores próximos da cidade onde se realiza — com vistas a valorizar o que se tem no entorno, levando-se em consideração a característica da agricultura familiar de abastecer o mercado local — com os de outras áreas do Paraná. Com isso, busca-se divulgar também produtos não oferecidos na localidade e que poderiam ser uma forma de diversificação como também trocas de experiências entre os produtores. "Alguns agricultores que têm potencial podem conhecer e ver algo que é feito em outras localidades e passar a produzir aqui", considerou.
   
Como apontou Nasser, em dez anos de feiras de Sabores, mais de 200 edições já foram realizadas, e se concretizaram como instrumentos de negócios. Para contextualizar sua afirmação, ele cita que em uma edição de Curitiba, com 300 agroindústrias, foram gerados cerca de R$ 2,5 milhões em negócios, entre venda direta e para atacadistas. "Em Londrina, onde levamos cem, geramos R$ 400 mil em venda direta. Então, ela é uma oportunidade sim para esse pequeno agricultor. A feira permite que nesse pequeno espaço de tempo ele faça até um caixa para investimentos".
  

Vida Orgânica
Já em sua décima quarta edição, a Feira Vida Orgânica, da Itaipu, é uma oportunidade não apenas de negócios, mas de divulgação de ações ambientalmente sustentáveis — desenvolvidas por meio do Programa Cultivando Água Boa — e de alimentação saudável.
Na avaliação de superintendente de Gestão Ambiental da Binacional, Jair Kotz, a feira é um instrumento também de conscientização, pois ao mesmo tempo em que se incentivam ações para que a região tenha um ambiente mais saudável, recuperando seus passivos ambientais, por outro há o fomento para que a produção se torne mais sustentável, com menos aplicação de agrotóxicos. "Se de um lado temos todo o investimento de assistência técnica, pesquisa e desenvolvimento a esta produção orgânica, temos de ter onde colocar este produto e de preferência que este seja consumido na região", avaliou.
  
Atualmente, 18 associações integram o projeto de Agricultura Orgânica da Itaipu, reunindo 930 proprietários em processo de conversão ou já convertidos ao processo. Iniciado em 2003, o projeto identificou inicialmente pouco mais de cem agricultores nesta situação, número que se elevou por meio de incentivo, capacitação e assistência técnica. "Hoje estamos com esses mais de 900, mas não é um mecanismo fácil o de se mudar um processo produtivo, pois jogar agrotóxico é relativamente simples, não é necessário capacitação. Mas tem uma consequência grave: que é o alimento não saudável".
Por esta razão, durante a 14ª Feira Vida Orgânica, haverá também palestras destinadas a alunos e à comunidade em geral. Dentre os temas, constam a educação para consumo consciente e a importância de alimentos orgânicos na saúde humana.