A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta

Canal Energia
Fórum: desafios das fontes renováveis
Tamanho da letra
21/05/2008

Em um planeta preocupado com grandes mudanças climáticas que vão afetar bilhões de pessoas, o setor de energia assume papel preponderante nas discussões. Um dos maiores emissores de gases do efeito estufa, o segmento precisa mudar sua composição de fontes para atingir o objetivo de ser limpo e sustentável. Com essa idéia, o Fórum Global de Energias Renováveis reuniu, durante quatro dias, especialistas, políticos e empresários para discutir as principais medidas para reverter o quadro de degradação ambiental.

 

Segundo Kandeh Yumkella, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), o evento permitiu que se trocassem experiências sobre como a mudança de perfil de matriz energética poderá contribuir na luta contra o aquecimento global e a pobreza. O executivo salientou que para se passar de idéias à ação será necessário financiamento. “O setor público é importante para trazer o setor privado”, observou, durante o encerramento do evento nesta quarta-feira, 21 de maio.

 

O setor de energia recebeu investimentos de US$ 117,2 bilhões no ano passado, com destaque para as grandes hidrelétricas. “As fontes renováveis têm custos maiores, que são compensados por custos operacionais menores”, analisou Michel Bachelier, presidente e chefe executivo do Trellis Capital. Para ele, as parcerias público-privadas são a melhor forma de fomentar as fontes renováveis. A Corporação Andina de Fomento emprestou US$ 2 bilhões no ano passado para projetos de energia.

 

“Os projetos de energia representam de 15% a 20% dos financiamentos de CAF para o setor de infra-estrutura. Dentro desses projetos, logicamente, têm projetos de energia renovável, principalmente, hidrelétricas”, explicou Luis Enrique Berrizbeitia, vice-presidente da CAF. Ele disse ainda que o Brasil está se tornando um sócio mais importante, o que permitirá receber mais empréstimo. O executivo salientou que a formatação dos financiamentos para energias renováveis são difíceis. “A CAF, mesmo assim, tem tido bons resultados”, completou.

 

Para Yumkella, as parcerias entre os países são importantes para que as discussões se tornem ação. ”Vamos ver como compartilhar o conhecimento e as possibilidades”, frisou em seu discurso, no qual elogiou o comprometimento do Brasil com as parcerias internacionais para repassar o conhecimento na área de energias renováveis. “Temos interesse em mais parcerias com os países presentes”, respaldou Jorge Samek, diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional. “O conhecimento tem que ser colocado à disposição da humanidade”, acrescentou.

 

O diretor de tecnologia da Eletrobrás, Ubirajara Meira, afirmou que durante o evento a empresa abriu conversações com vários países como Cuba, República Dominicana e Marrocos, para o compartilhamento de conhecimento. “O Brasil procura reduzir as assimetrias; por isso, o apoio a este fórum”, afirmou. As discussões mostraram as vantagens e os desafios de fontes como energia eólica, solar e a importância da eficiência energética para enfrentar o aumento dos custos e criar vantagens competitivas.