A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta

Revista Lumière
Fórum de Energias Renováveis otimista com futuro
Tamanho da letra
21/05/2008

As oportunidades e os desafios da implementação das energias renováveis na matriz energética mundial foram o mote do Fórum Global de Energias Renováveis. O evento foi realizado em Foz do Iguaçu (PR), de 18 a 21 de maio, e organizado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), usina Itaipu Binacional, Eletrobrás e Ministério de Minas e Energia (MME).

 

O diretor-geral brasileiro da usina de Itaipu, Jorge Miguel Samek, disse durante o encerramento do evento que as energias renováveis não são entrave para o crescimento industrial. "Mostramos para o mundo que é possível compatibilizar o desenvolvimento econômico com preservação ambiental, utilizando energias renováveis", assegurou Samek. "Saímos deste evento mais ricos de informação do que entramos", completou.

 

Para o diretor-geral da ONUDI, Kandeh Yumkella, a grande oportunidade para a consolidação das energias renováveis se dá nesse momento de alta do petróleo, que é a energia mais utilizada em todo o planeta. "Quando começamos esse Fórum, o preço do barril de petróleo estava em US$126. Alguém viu as notícias pela manhã? Em quatro dias, chegamos a US$130. As energias renováveis ganham grande competividade com essa situação", opinou Yumkella.

 

Esta é a sexta vez no ano que a ONUDI promove um fórum voltado para discussão das energias renováveis. Yumkella revelou que a organização está dialogando com o governo mexicano para realização de outro evento.

 

Parceria

 

Tanto Jorge Samek quanto Kandeh Yumkella demonstraram grande vontade de continuar a parceria entre a usina de Itaipu e a ONUDI.

 

"Temos o maior interesse em estabelecer parceria permanente com a ONUDI e com as empresas aqui presentes", disse Samek.

 

Segundo Yumkella, "a relação de parceria acabou de começar. Estávamos hoje pela manhã discutindo como continuar essa parceria".

 

O diretor brasileiro de Itaipu revelou que o Brasil vem servindo de exemplo para muitos países africanos, asiáticos e caribenhos que estão tentando deflagrar projetos hidrelétricos. Segundo Samek, isso deve-se ao "know-how" brasileiro no setor. "Precisamos colocar toda essa experiência brasileira em energias renováveis à disposição dos organismos internacionais e da humanidade". Ele ainda completou: "o conhecimento não pode ser guardado a sete chaves"

 

Por Milton Leal, enviado especial a Foz do Iguaçu.