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Saúde & Lazer
Festival de Turismo/2008 deve reunir 4 mil pessoas em Foz
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04/06/2008

Evento é parte da estratégia do trade local para tornar Foz do Iguaçu o destino turístico mais procurado por estrangeiros em visita ao Brasil.- Faltando apenas um mês para o 3.º Festival Internacional de Turismo, que será realizado em Foz do Iguaçu entre 25 e 28 de junho/2008, o número de inscrições até agora já é três vezes maior que o registrado neste mesmo período no ano passado.

 

A expectativa dos organizadores é reunir pelo menos 4 mil pessoas, o dobro de 2007. Nesta edição, mais de 500 estrangeiros de 20 países devem marcar presença no encontro e gerar negócios na ordem dos US$ 10 milhões.

 

Entre os objetivos do evento está o fortalecimento do turismo na região trinacional ao longo de todo o ano. Isso porque a maioria dos participantes é composta por agentes de viagens, empresários e representantes do setor hoteleiro, entre outros profissionais ligados ao trade turístico. Ou seja, são agentes multiplicadores, que irão divulgar Foz do Iguaçu e região em suas cidades de origem.

 

Anualmente, mais de 1 milhão de turistas visitam Foz do Iguaçu, o roteiro mais procurado da região Sul do Brasil.

 

O principal “trunfo” dos organizadores para convencer os operadores das vantagens de oferecer Foz do Iguaçu como roteiro turístico é apresentar as belezas da região. “Vamos mostrar nosso potencial para receber os turistas aqui”, afirma Paulo Angeli, presidente do Comtur (Conselho Municipal de Turismo), um dos organizadores do festival.

 

Angeli destaca que a parceria de empresas públicas e privadas tem sido fundamental para o sucesso do evento, que está em seu terceiro ano consecutivo. São instituições como a TAM, CVC, Itaipu, Sebrae, entre outras. “Vamos transformar Foz do Iguaçu em um grande centro de negócios durante o festival”, salienta.

 

Entre os expositores, já estão confirmadas as presenças de secretarias estaduais de Turismo das províncias de Missiones, Rosário e Chaco, na Argentina; Ministério de Tursimo do Paraguai; secretarias estaduais de Turismo do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina; secretaria de Turismo de Belo Horizonte (MG); Sebrae; além de comitivas do México, Peru, Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia.

 

“Também vamos receber operadores de turismo de vários países da Europa e dos Estados Unidos, que estão vindo para cá para conhecer a região e divulgar nossas belezas”, comenta o presidente do Comtur.

 

Em busca de estrangeiros – Foz do Iguaçu é o segundo destino turístico mais procurado por estrangeiros que vêem ao Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro, segundo a Embratur.

 

Parece muito para uma cidade de pouco mais de 200 mil habitantes sem mar nem carnaval? Para o trade turístico local, não. O município agora se prepara para tomar dos cariocas o posto de roteiro predileto de quem carimba o passaporte para passar férias no país.

 

Condições para alcançar esta meta, Foz do Iguaçu tem de sobra. A vocação local para receber estrangeiros é inegável. Principal atração da cidade, o Parque Nacional do Iguaçu foi visitado no ano passado por 600 mil turistas de outros países, número 50% superior ao de brasileiros. É assim historicamente, ano-a-ano, enquanto pela usina de Itaipu já passaram viajantes de 187 países e territórios. Tanta gente de fora circulando pela cidade já fez até com que a prefeitura pensasse em mudar a grafia do nome para Foz do Iguassu, em uma tentativa de facilitar a vida de quem tropeça na pronúncia do cê-cedilha.

 

Localizada na fronteira com Argentina e Paraguai, mais exatamente na confluência dos rios Iguaçu e Paraná, Foz do Iguaçu joga com a geografia e a infra-estrutura para desbancar o Rio de Janeiro, destino incluído no roteiro de 31% dos estrangeiros que viajam pelo Brasil, contra 17% da cidade paranaense. A chamada região trinacional, onde está Foz, dispõe do segundo maior pólo distribuidor de vôos da América do Sul, com três aeroportos internacionais distribuídos em um raio de 40 km, atrás somente de São Paulo.

 

Outra vantagem: basta atravessar uma ponte para que argentinos e paraguaios pisem em solo brasileiro. Mas a facilidade de acesso dos hermanos não é o suficiente. E, para conseguir a preferência de gente dos cinco continentes, a cidade investe pesado em divulgação, promoções e na oferta de novas atrações, com foco no turismo de aventura e na exploração turística da usina de Itaipu, uma ousada obra que domou as corredeiras do Rio Paraná e fascina os visitantes pela sua imensidão.

 

Na corrida por visitantes, a tática de Foz do Iguaçu é unir forças de empresários do setor e autoridades da cidade ligadas ao turismo. Com todos lado-a-lado, o trade turístico tem conseguido participar dos maiores eventos do gênero no mundo, como a Feira Internacional de Turismo da América Latina (FIT), realizada em Buenos Aires. No ano passado, também foi lançada a campanha publicitária “Foz do Iguaçu – Destino do Mundo”, que passou a promover as atrações de Foz no Brasil e no exterior.

 

“Lançamos uma ofensiva para fazer de Foz do Iguaçu parada obrigatória de todo estrangeiro que venha ao Brasil. Temos condições para isso. Nossa infra-estrutura e a rede hoteleira são invejáveis, além do clima, que é favorável ao turismo o ano inteiro. E o principal: atrações não nos faltam, seja para atender o turista de alto padrão ou para quem busca aproveitar a natureza e praticar esportes radicais”, destaca Paulo Angeli, presidente do Comtur.

 

A baixa temporada em Foz do Iguaçu ocorre de abril a junho, período em que, para aumentar o fluxo de turistas, o trade turístico lançou a promoção “Temporada Boa”. O turista que compra um pacote de hospedagem de quadro diárias leva o quinto dia de graça. “Pretendemos despertar o interesse dos turistas em conhecer Foz do Iguaçu durante todos os meses do ano, e não só na alta temporada”, afirma o secretário municipal de Turismo, Felipe Gonzalez.

 

Foco no turismo de aventura – É na ampliação do leque de atrações, no entanto, que a cidade aposta suas fichas para cair de vez no gosto dos estrangeiros. Consagrada pelo turismo convencional de contemplação das Cataratas e de compras no Paraguai, Foz do Iguaçu se diversificou nos últimos cinco anos. O objetivo era atingir um público mais jovem e aventureiro. E a receita foi investir em áreas que têm muito a ver com a geografia do município, mas não eram tão exploradas: turismo radical e ecoturismo.

 

Hoje o visitante pode ir ao Parque Nacional do Iguaçu e, se quiser, nem olhar as Cataratas nem alimentar os quatis. Pode, na verdade, muito mais. A novidade, agora, é interagir com o cenário. Muito próximo às quedas d’água, o roteiro alternativo inclui rapel, rafting, tirolesa, escalada, arvorismo, “duck” (caiaque inflável), trilha de mountain bike, trekking, vôo de helicóptero e, fora do parque, sobrevôo de trike pela usina de Itaipu.

 

O passeio mais consagrado é o Macuco Safari, uma ousada navegação pelo Rio Iguaçu. Ligeiros botes infláveis rasgam as corredeiras rio acima para levar os turistas a menos de cinco metros das quedas das Cataratas do Iguaçu. Quer mais emoção? A dica é praticar rafting em violentas corredeiras embaladas pelas Cataratas em botes impulsionados a remo. Outra alternativa é o Campo de Desafios, circuito que oferece várias modalidades de esportes desafiadores, como arvorismo, escalada em rocha, escalada indoor, rapel e tirolesa.

 

Uma sugestão aos mais aventureiros é praticar o rapel a partir de uma plataforma com 55 metros de altura, tendo as Cataratas como pano de fundo. A sensação é de fazer parte, ao menos durante os 30 minutos do passeio daquela vista. A velocidade de descida é ditada pelo próprio praticante, e o sabor especial desse esporte radical é justamente deslizar pela corda, alternando paradas para observação com descidas velozes.

 

Para quem não é assim tão chegado a manobras radicais, as trilhas dentro do Parque Nacional do Iguaçu são um programa seguro e deslumbrante, em meio a um sem-número de borboletas. As sugestões são a Trilha da Bananeira e a Trilha do Poço Preto, que incluem passeio de barco pelo Rio Iguaçu. No caminho, nem corais, onças, pumas, antas ou jaguatiricas dão o ar da graça. Mas os macacos fazem um show, gritando e fazendo fuzarca com as folhas. A variedade da flora chama a atenção. Pelo caminho, surgem variadas espécies de cipós e de urtigas. O parque tem, do lado brasileiro, 780 mil hectares e, entre outras coisas, 70 espécies de mamíferos, contando as 60 unidades de onça.

 

Os passeios são contratados à parte e organizados por empresas que operam dentro do Parque Nacional do Iguaçu autorizadas pelo Ibama. O potencial de exploração turística é enorme, principalmente considerando-se que muitos dos visitantes ainda desconhecem esta programação.

 

Com tantas e imperdíveis atrações, o nível de satisfação dos estrangeiros que passam por Foz do Iguaçu é altíssimo. 96,4% deles declararam à Embratur a intenção de voltar ao país. Nada mal para quem está se tornando o cartão-postal do Brasil no mundo.