A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta

JM News
Energia renovável é alternativa para reduzir a pobreza
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20/05/2008

A energia renovável é vista como um dos caminhos para redução da pobreza de muitas nações do mundo, que já a denominam de “energia solidária”. “O desenvolvimento de fontes de energias renováveis contribuirá para a geração de atividades produtivas, diversificação de fontes de renda e acesso à energia elétrica em regiões distantes”, declarou Kandeh Yumkella, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi), entidade responsável pela realização do Fórum Global de Energias Renováveis, realizado até quarta-feira (21), em Foz do Iguaçu.

 

Dados da Onudi informam que um quarto da população mundial (cerca de 1,6 bilhão de pessoas) não tem acesso à energia elétrica e outros 2,4 bilhões a utilizam de forma precária. Para Yumkella é preciso estudar formas de reduzir o custo das tecnologias para produção de energia limpa, permitindo o acesso a ela pela população. “As experiências para geração de energia limpa em pequenas propriedades rurais do Paraná, podem ser consideradas exemplos”, mencionou.

 

BIOCOMBUSTÍVEL – O diretor da Rede de Pesquisa de Política Energética Africana, Stephen Kartezi, destacou que 30% dos países da África têm problemas de geração de energia e transporte. Ele acredita que o Brasil teve uma visão de futuro ao investir nos biocombustíveis e que os países africanos também devem agir desta forma. “A África depende hoje dos fazendeiros americanos para a produção de alimentos e admiro o Brasil, porque defende a sua segurança alimentar. Precisamos seguir este caminho”, declarou.

 

O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopez, acredita que as energias renováveis, aliadas à energia gerada por hidrelétricas darão ao Brasil uma matriz incomparável de energia em nível mundial. “O PAC contém recursos a serem investidos na construção de usinas e para geração de energias complementares. Com isso, pretendemos resolver os problemas de transporte de energia para comunidades isoladas, gerar emprego e renda”, enfatizou.

 

Jorge Samek, presidente da Itaipu Binacional, lembrou que um dos principais objetivos do fórum é chegar a um consenso de ações que possam adequar o potencial das tecnologias de energias renováveis no âmbito econômico e social.

 

Já o presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, que está representando o Poder Legislativo no fórum, além de ser especialista na área ambiental disse estar entusiasmado com as discussões. “O novo caminho para as matrizes energéticas renováveis estão calçados na solidariedade entre as nações e no compartilhamento das descobertas”, concluiu o deputado.