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Monitor Mercantil
Energia produzida por Itaipu
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11/04/2008

Paraguai tem reserva para 40 anos. Brasil paga cerca de US$ 41,8 por MW comprado da metade paraguaia.

 

O Paraguai não tem como construir usinas hidrelétricas para aumentar a sua produção de energia. A declaração é do diretor geral de Itaipu no Brasil, Jorge Samek, ao lembrar que todo o potencial já está sendo gerado pelas usinas que estão em funcionamento no país, com destaque para Itaipu, construída em parceria com o Brasil.

 

"Enquanto o mundo inteiro trabalha para aumentar o seu potencial de produção de energia, o Paraguai é um dos poucos países que para os próximos 30, 40 anos está com isso resolvido", declarou. Com energia garantida por até 40 anos, os paraguaios não precisam se preocupar com novos projetos a curto prazo.

 

Em Itaipu, cada país tem garantido o consumo de 50% da produção, que pode chegar a 14.000 megawatts. O Paraguai utiliza 5% desse total, o que corresponde a mais de 90% da demanda do país por energia.

 

Samek disse ainda que muitos dos comentários de que o Brasil paga apenas US$ 2,8 a cada megawatt que o Paraguai produz, não consome e cede ao Brasil, não corresponde perfeitamente à verdade. De acordo com ele, o valor é acrescido aos cerca de US$ 39 pagos pela energia de Itaipu pelos dois países. Sendo assim, acrescenta, o Brasil paga cerca de US$ 41,8 por MW, o que já teria rendido mais de US$ 1,2 bilhões.

 

Em um tratado firmado entre os governos brasileiro e paraguaio, em 1973, a usina binacional de Itaipu foi construída praticamente com empréstimos internacionais. Cada país fez um aporte inicial de US$ 50 milhões dos US$ 12,7 bilhões estimados para a obra. Na ocasião, o Congresso brasileiro aprovou a compra de toda a energia que não fosse consumida pelo país vizinho. Segundo Samek, o valor de mercado de Itaipu é de cerca de US$ 60 bilhões e a usina fatura, anualmente, US$ 3,2 bilhões.