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Encontro discute a FIB, felicidade interna bruta
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14/08/2009

Haverá um tempo em que a riqueza de um país será medida pela felicidade e não pela produção? Para os defensores do FIB, a felicidade interna bruta, sim. Em vez do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de toda a riqueza (bens, produtos e serviços) produzida por um país, eles querem o FIB, um conjunto de indicadores destinado a medir o bem-estar da população.

  

O FIB é uma proposta inovadora para se mensurar o progresso e a qualidade de vida, que surgiu em um pequeno país asiático localizado entre a China e a Índia, o Butão. O indicador já é estudado em diversas partes do mundo, por empresas como a Natura, governos (do Canadá, por exemplo) e organizações, inclusive as Nações Unidas.
   

O rei do Butão, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, e o 1º ministro, Jigme Thinley, estarão em Foz do Iguaçu, no Paraná, no dia 19 de novembro, para participar da 5ª Conferência Internacional sobre o FIB. Os butaneses escolheram o Brasil para a conferência, que será realizada em Foz do Iguaçu, a convite da Itaipu Binacional. A conferência ocorrerá logo após o 6º Encontro Cultivando Água Boa, que apresentará os resultados desse programa socioambiental, em parceria com prefeituras, órgãos federais e estaduais e a comunidade da Bacia do Paraná 3.

   

A responsável pela organização da conferência é a psicóloga e antropóloga norte-americana Susan Andrews, coordenadora do FIB no Brasil. No ano passado, ela organizou em São Paulo a 1ª Conferência Nacional do FIB. O sistema obedece um modelo de bem-estar que leva em conta o que os criadores denominam quatro pilares, nove domínios e 72 indicadores de felicidade.

   

Os pilares são: desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário; preservação e promoção dos valores culturais; conservação do meio ambiente; e a boa governança. Os nove domínios são: bom padrão de vida econômica; boa governança; educação de qualidade; saúde; vitalidade comunitária; proteção ambiental; acesso à cultura; gerenciamento equilibrado do tempo; e bem-estar psicológico.

   

O termo FIB foi cunhado pelo rei butanês Jigme Singye Wangchuck (pai do atual) em 1972, como uma alternativa ao PIB. Para os defensores do FIB, o produto interno é parte da felicidade já que o crescimento econômico promove o bem-estar dos mais pobres. O problema é que, para o cálculo do PIB, não interessa se a riqueza foi gerada de forma ética ou não, se o trabalho é prazeroso ou estressante