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Comunidade de Foz do Iguaçu discute Unila e IFPR
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19/06/2009

Vereadores, autoridades e a população apontaram problemas que precisam ser resolvidos para a implantação da universidade, destacando a abertura de vias de acesso aos institutos

A comunidade pôde participar das discussões sobre a implantação de novas instituições universitárias em Foz do Iguaçu através de uma Audiência Pública realizada ontem (17), a partir das 19h. A audiência foi requerida pelo vereador Edílio Dall’Agnol (PSB) e contou com a participação de outros vereadores, além de representantes das duas instituições; Universidade Federação da Integração Latino-Americana (Unila) e Instituto Federal do Paraná (IFPR).

O representante da comissão de implantação da Unila, o superintendente de Engenharia da Itaipu, Jorge Habib, apresentou as expectativas da universidade que deve estar implantada totalmente até 2012. Segundo os dados do representante, a instituição deverá contar com 10 mil alunos nos cursos de graduação, sendo 50% brasileiros e o restante proveniente de países latino-americanos, 500 professores e mil alunos nas pós-graduações.

Ele demonstrou também os esforços da Itaipu em concretizar com agilidade a construção da universidade. O projeto do campus foi desenhado pelo reconhecido arquiteto Oscar Niemeyer, autor do projeto de construção de Brasília, e demonstrado durante a audiência. A Itaipu também ofereceu o terreno de 40 hectares, onde deverá ser erguida a instituição, e disponibilizou recursos para o projeto de construção.

O representante do IFPR, João Ariberto, vice-diretor do campus de Foz do Iguaçu, explicou o que é o Instituto Federal e também forneceu dados sobre a instituição. Atualmente o IFPR está funcionando em instalações do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), mas em breve uma sede deve ser construída no antigo Clube Floresta, de propriedade da Itaipu e que deve ser doado para a instituição em breve.

O IFPR é uma instituição pública e gratuita de Educação Profissionalizante, que transformou a Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (ET-UFPR) em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.
A educação profissionalizante é o objetivo central do IFPR, que reserva 50% das vagas para os Cursos Técnicos de Nível Médio. Em Foz, atualmente, são quatro turmas em andamento. “Por enquanto não é feito prova de seleção, estamos priorizando pessoas que estão há mais tempo afastadas dos estudos”, disse.

Mudanças
O vice-prefeito, Francisco Lacerda Brasileiro, também esteve presente e afirmou que a prefeitura está disposta a realizar mudanças necessárias na estrutura do município para acomodar os milhares de estudantes que devem vir de outros lugares para Foz do Iguaçu. “É um debate importante para a cidade, quero parabenizar a Câmara. Temos agora que pensar e planejar obras para atender a nova situação. Assumimos o compromisso de estarmos juntos nessa parceria e viabilizar uma cidade melhor”, afirmou.

O vereador Edílio, que pediu a audiência, relembrou os tempos em que lutou, no movimento estudantil, por uma cidade com melhor educação, principalmente universitária e declarou que a construção da Unila é a realização de um sonho. “É um sonho da cidade há mais de 30 anos. Vereadores, Prefeitura, Governo e Itaipu, todos devem fazer a sua parte para viabilizar as necessidades da implantação. A finalidade dessa Audiência é justamente o debate”, explicou.

O diretor-geral da faculdade Cesufoz, Edson Gaspar, também participou do debate e diz acreditar que a cidade passará a ser um centro de referência universitária e elogiou a escolha dos cursos, que não concorrem diretamente com os das outras faculdades já instaladas no município. “Seremos definitivamente um centro universitário, só agrega valor”, disse.

Representantes da sociedade também deram suas contribuições e, para eles, a maior preocupação é exatamente em relação à infra-estrutura de Foz do Iguaçu para atender a quantia de pessoas que devem chegar. O presidente do bairro Vila C Velha, Eraldo Magalhães, pediu que as autoridades pensem naquele bairro, próximo às futuras instalações da universidade, quando elaborarem os projetos para a implantação. “O bairro também precisa de desenvolvimento, nos ajudem e pensem na nossa região”, disse.

O professor da faculdade Anglo Americano, Joaquim Buchaim, também defendeu essa ideia, afirmando que deve ser repensado todo o planejamento urbano da cidade, e concordou com a importância da instituição no desenvolvimento do município. “Nós, do Anglo Americano, estamos à disposição para ajudar nestas mudanças que devem ser implantadas”, destacou.