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Bom Dia Brasil
Clima de amor no ar e na natureza
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27/09/2007

O romance está em toda a parte, nos parques e nas florestas e até nos jardins nas cidades. Em época de primavera, saiba por que o período de acasalamento começou mais cedo para algumas espécies.

As mudanças no tempo fizeram as árvores florescer mais cedo. Foi uma primavera antecipada. Claro que, no mundo dos bichos, o namoro veio antes. O romance está em toda a parte, nos parques e nas florestas e até nos jardins nas cidades. Mas há certos cuidados a tomar, como em todos os relacionamentos.

Os mergulhos lembram um nado sincronizado. São flagrantes de uma paquera nada discreta. Os irerês demonstram amor até debaixo d'água e fora dela também. Mas a paixão não evita o risco de um triângulo amoroso. O intruso insistente recebe a devida lição.

A chegada da primavera deixa sinais na natureza. Flores e frutos se renovam. Animais de vida livre são os primeiros a sentir a mudança, mas o namoro também vira febre dentro das gaiolas.

Existe uma programação genética em cada um desses animais. Essa programação funciona, independente se o animal está em vida livre ou se está em cativeiro, explica a bióloga Rosana de Almeida.

O calor chegou mais cedo. Os animais saem das tocas, ficam à  vontade e procuram parceiros. Carinhos e afagos são dados na porta do ninho. Em época de acasalamento, o macho tenta agradar de várias maneiras.

Um casal de maracanãs demonstra uma certa intimidade. Nesta espécie, o companheiro é para a vida inteira. Durante o inverno, ficaram meio distantes, mas agora não desgrudam um minuto.

É promessa de vida da nova estação, que chega também para outros animais do Refúgio Biológico de Itaipu. O tamanduá foi expulso do cercado pela fêmea, estressada. Tudo indica que ele esteja esperando filhote.

A onça-juma pode em breve ganhar companhia. Tonhão, o macho que veio de São Paulo, ainda está se adaptando ao novo lar. Veterinários e biólogos aguardam o resultado de exames e apostam que, quando forem apresentados, dois se entendam, o que, para os felinos, nem sempre é fácil.

É um animal que, na natureza, é solitário e delimita o território dele. É uma situação bem delicada. Tem que se tomar todos cuidados possíveis para aquilo que seja realizado sem que haja algum acidente ou rejeição, acrescenta a bióloga Rosana de Almeida.