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Fantástico - RJ
Cauã Reymond se aventura nas cataratas de Foz do Iguaçu
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30/06/2008

Vocês vão acompanhar comigo uma competição de rafting em um dos cenários mais bonitos do mundo. Vai ser o primeiro Campeonato Brasileiro de Rafting nas cataratas de Foz do Iguaçu no Paraná. São corredeiras perigosíssimas. A gente vai tentar chegar na Garganta do Diabo. Eu sou o ator Cauã Raymond, o Halley de "A favorita" e repórter por um dia no Fantástico.

 

O circuito do Canal de Itaipu foi considerado um dos dez melhores do mundo para este esporte. As equipes estão ansiosas para cair na água. Das 16 equipes que estão participando do Campeonato Brasileiro de Rafting em 2008, a mais exótica e a mais incomum é a equipe russa, que veio do Mato Grosso e viajou 1,7 mil quilômetros.

 

Eu vou entrevistá-los para saber a sensação, se já conheceram a Garganta do Diabo e já deram uma olhada antes. "Sim, como turista", disse um atleta russo.

 

Os botes têm, no mínimo, três metros e meio, inflados no braço. Tem ainda colete, cabo de resgate e capacete. As competições de rafting são divididas em três categorias: a sprint, de velocidade; a slalon, que é uma corrida com obstáculos; e a descida.

 

Estou pronto para a primeira parte da categoria sprint: é o tiro. Os mais rápidos passam para a próxima etapa. Eu estou com o pessoal da equipe Canoar. Vou descer com eles. Desejem sorte para mim, para a equipe, para os russos e boa competição. É a minha primeira vez numa roubada dessas. Socorro! Agora é pra valer. Gostei da brincadeira.

 

A equipe Alaya é a atual campeã mundial. A prova no Canal de Itaipu tem muita curva e muita descida.

 

Como foi conquistar esse título?

"Para a gente, conquistar esse campeonato foi muito difícil. Eram 36 países, todos muito próximos nas pontuações. A equipe aqui forma uma família", comentou o atleta Lucas Core da Silva.

 

A equipe Alaya se classificou, mas eu fiquei fora da segunda prova do Sprint. É o mata-mata, barco contra barco. Foi dureza, mas foi bom também, porque nós perdemos para a equipe que é a campeã do mundo.

 

Na segunda categoria, o Slalon, vence quem esbarrar menos nos obstáculos e perder menor número de pontos. No Canal de Itaipu, foi só um aquecimento. O desafio mesmo vai ser na Garganta do Diabo, nas Cataratas do Iguaçu. A gente vai fazer um aquecimento e eu vou participar.

 

Para mim, chegar nesse ponto já foi sensacional. Não vai dar para esquecer o nervosismo e a emoção. Isso foi um treinamento leve.

 

Os atletas vão remar no Rio Iguaçu mais de quatro quilômetros, sendo que vão ter 275 quedas, uma delas com 80 metros de altura. Para participar, ou tem que ser maluco ou um grande profissional.

 

Depois de três dias de competição, 112 quilômetros navegados em todas as etapas eliminatórias, a equipe vencedora deu um show na descida das corredeiras. Esse foi o campeonato brasileiro de rafting no Rio Iguaçu.

 

Foi um prazer estar com vocês!

 

Cauã Raymond, repórter por um dia no Fantástico.