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Cataratas do Iguaçu
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12/06/2008

Para nós (brasileiros, argentinos e paraguaios), elas sempre foram verdadeiras maravilhas. Mas agora a briga é para as Cataratas do Iguaçu serem reconhecidas como uma das Sete Maravilhas Naturais do mundo. Por isso, o Parque Nacional de Foz do Iguaçu lançou, há poucos dias, a candidatura oficial ao título, com a presença de autoridades do Brasil, Argentina e Paraguai, os países que dividem esta bela atração.

 

A exemplo do que aconteceu recentemente com o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que lançou sua candidatura a uma das Novas Sete Maravilhas (e só ganhou o título depois que, quase na data-limite, uma avalanche de votos de internautas levou-a à condição de finalista, concorrendo com pesos pesados como o Taj Mahal e a Muralha da China), as Cataratas do Iguaçu devem fazer caminho semelhante.

 

A campanha começou tímida. Até o momento, a campanha em favor das Cataratas coletou pouco mais de meio milhão de votos, e está em 26º lugar no ranking de sites promovidos no mundo, de acordo com o portal www.votecataratasdeliguazu.com (em espanhol mesmo). A previsão dos promotores da candidatura é de que, para estar entre as nova Sete Maravilhas Naturais, as Cataratas precisam do apoio de cerca de 20 milhões de votos pela Internet, na campanha organizada por uma fundação privada.

 

Para eles, esse título terá repercussão direta no aumento do fluxo turístico à região, que já é uma das mais visitadas do Brasil, Argentina e Paraguai.

 

As mundialmente famosas quedas d’água sobre o rio Iguaçu, que já tiraram o fôlego de personalidades como o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, já foram declaradas Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1984.

 

Situadas no meio da selva, com flora e fauna exuberantes, as Cataratas são uma das maiores atrações turísticas da América do Sul. Segundo dados oficiais, a previsão é de que 1,1 milhão de pessoas visitem-na somente no lado argentino, em 2008. Aliás, o lado considerado mais bonito das Cataratas é justamente o argentino. Mas a melhor vista está a partir da margem brasileira.

 

As Cataratas ficam a 40 quilômetros da cidade de Foz do Iguaçu, e a apenas 17 quilômetros da argentina Puerto Iguaçu. Elas são formadas por 275 quedas d’água, em forma de ferradura, em um arco com três quilômetros de extensão. Elas são cercadas por um parque natural de 252 mil hectares, que se estende pelo território de ambos os países. Assim, os turistas podem admirá-las com vista panorâmica do Brasil, e se aproximar, até quase tocar a água, da Argentina. Do lado argentino, pode-se avançar por uma passarela até muito perto da Garganta do Diabo, que é a queda mais imponente, com 80 metros de altura, no coração das Cataratas.

 

É um espetáculo que hipnotiza os visitantes, tira-lhes o fôlego, tal é a violência da queda d’água que produz uma névoa quase que permanente por sobre a Garganta.
Os promotores da campanha vão explorar as falas das personalidades para atrair votos. Vai ser o caso, certamente, da frase de Bill Clinton: ‘Vi fotografias das Cataratas do Iguaçu há muitos anos, mas ninguém pode saber como é sem vir aqui e ver. É incrível, é maravilhoso‘, declarou o ex-presidente norte-americano.

 

O site oficial da campanha cita ainda Eleanor Roosevelt, mulher do ex-presidente dos EUA Franklin Roosevelt, que, ao vê-las, exclamou ‘Pobre Niágara‘.

 

A beleza e a magia das Cataratas do Iguaçu

 

Depois de enfrentar um período de estiagem grave, no ano passado, neste ano as Cataratas do Iguaçu estão com bom volume de água, o que é garantia de espetáculo em qualquer época do ano. A vantagem de ir lá agora é que as temperaturas não são extremas. Não faz muito frio, e o calor abafado que caracteriza Foz do Iguaçu está mais ameno.

 

A própria cidade de Foz, a imensa Usina de Itaipu e a Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, são atrações imperdíveis. Mas as quedas d’água são o ápice de qualquer roteiro. Depois de assistir ao majestoso espetáculo das Cataratas, sentindo no rosto um pouco da força das águas da Garganta do Diabo, você voltará uma outra pessoa, com uma consciência ecológica mais plena e a sensação de que esteve em outro mundo. E isso vai ficar na sua mente pelo resto da vida.

 

Foz do Iguaçu, no Paraná, é conhecida mundialmente pelas características peculiares de sua fauna e flora regionais, e também por sua gente. Situada na confluência dos rios Paraná e Iguaçu, a cidade é um dos destinos turísticos brasileiros mais procurados por visitantes estrangeiros.

 

A cidade, segundo pesquisa da Embratur, foi um dos municípios que mais atraiu turistas no ano passado. O principal motivo é conhecer as Cataratas do Iguaçu, sua diversidade ambiental e sua diversidade étnica, graças à localização estratégica, formando uma fronteira tríplice com a Argentina e o Paraguai.

 

Dentro do Parque Nacional do Iguaçu, as Cataratas do Iguaçu são indescritíveis. Elas constituem a maior atração do Parque, com aproximadamente 275 saltos, proporcionando um dos maiores espetáculos da natureza. A beleza do balé das águas varia conforme a vazão do Rio Iguaçu. O volume médio é de 1,2 milhão de metros cúbicos por segundo.

 

Uma das aventuras mais emocionantes nas Cataratas é percorrer de helicóptero a extensão das Cataratas. A vista aérea das quedas é impressionante. O turista pode realizar passeios de 7 ou 10 minutos, e dependendo das condições climáticas, o piloto consegue se aproximar da Garganta do Diabo - maior e mais bela queda das Cataratas, provocando no turista, emoções indescritíveis.

 

Uma preciosa reserva ambiental

 

Animais de várias espécies e plantas em extinção encontram proteção nos 185 mil hectares de matas do Parque Nacional do Iguaçu, tombado como patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco, em 1986. Caracterizado pela exuberância em espécies, a flora do Parque do Iguaçu guarda taquarucu, cedro e palmito doce, além de enorme variedade de plantas e cipós. A representatividade e raridade da fauna são ícones da reserva. Mais de 200 espécies entre araras, tucanos e beija-flores se fazem presentes na mata.

 

Outros locais como o Parque das Aves, a hidrelétrica de Itaipu, o Ecomuseu de Itaipu e o Refúgio Biológico Bela Vista, o Lago de Itaipu e o Terminal Turístico de Três Lagoas proporcionam momentos de lazer e diversão.

 

Um passeio diferente em Itaipu

 

Desde o dia 1º de fevereiro, o Complexo Turístico Itaipu tem um novo roteiro de visitas ao Refúgio Biológico Bela Vista. Os visitantes terão a oportunidade de contemplar uma obra-de-arte arquitetônica, que permite aos peixes do Rio Paraná superar os 120 metros de desnível da barragem de Itaipu e seguir em direção ás áreas de reprodução, localizadas acima do reservatório da hidrelétrica.

 

A visita, que passou a ser cobrada, assim como a ida ao Ecomuseu, começará no Centro de Recepção de Visitantes de Itaipu. Lá, os visitantes embarcam em uma carretinha aberta, que percorrerá toda a área do Canal da Piracema, chegando ao Refúgio.

 

Além de poder aprender como funciona é a operação de um canal, o turista verá que nem tudo ali parece ser tão sério e formal: o Canal da Piracema é uma das melhores raias do mundo para a prática de canoagem slalom. Ou seja, também é adrenalina pura.

 

Durante o passeio pelo Canal, os visitantes poderão observar o trabalho de preservação ambiental desenvolvido pela Itaipu. Esse trabalho será vivenciado durante a visita ao Refúgio. Criado em 1977, o Refúgio Biológico Bela Vista foi construído pela Itaipu para abrigar plantas e animais desalojados pelo reservatório da usina. O espaço também se transformou em um atrativo turístico. Lá, acompanhado por guias especializados, é possível percorrer trilhas com diversos roteiros temáticos, que envolvem lições de educação ambiental e caminhadas pelo floresta nativa, passando por recintos que abrigam animais silvestres típicos da região, em biomas perfeitamente adequados a cada espécie. Uma das principais atrações é um casal de onças-pintadas, que pode ser apreciado de perto - mas com toda a segurança.

 

A visita ao Refúgio Biológico Bela Vista acontece às segundas-feiras e de quartas a domingos, às 8 horas, 8h30, 9 horas, 14 horas e 14h30. Dura aproximadamente 3 horas. Tarifas: adultos - R$ 12; de 7a 16 anos, acima de 60 anos, estudantes, lindeiros e Região Trinacional - R$ 6.

 

Vale a pena também fazer o roteiro noturno, que mostra o acendimento e o espetáculo das luzes da barragem de concreto que represa as águas do Rio Paraná. Custa R$ 6 a inteira, e R$ 3 a meia entrada.

 

Divirta-se na simpática Foz do Iguaçu

 

Uma dica para os brasileiros que forem a Foz do Iguaçu e visitarem as Cataratas. Experimentem passar para o lado argentino, em Puerto Iguazu. Ali, os circuitos ficam bem mais próximos das quedas d’água. Inclusive, chega-se à borda da assustadora Garganta do Diabo por uma passarela metálica. É uma das visões mais impressionantes que se pode ter da natureza em todo o mundo. Do Centro de Visitantes do lado argentino, sai, a cada 25 minutos, um trem elétrico que leva os turistas ao início das passarelas, gratuitamente.

 

Também tem um barco que faz a travessia à ilha de San Martín, em percurso que dura 5 minutos e que também é gratuito. No parque do Iguazu são vendidos muitos passeios. Um deles, semelhante ao percurso aquático do Macuco Safári, sai por menos de R$ 40. Nas noites de lua cheia, os dois lados promovem visitações.

 

Ah, para passar para o lado argentino, não se esqueça da Carteira de Identidade original, emitida por órgão oficial (Secretaria de Segurança Pública, por exemplo), ou do passaporte.

 

Para circular na região, há forte sinalização no centro de Foz do Iguaçu, com indicações para todas as atrações, para o Paraguai (Ponte da Amizade) e Argentina (Ponte Tancredo Neves).

 

Evite ir a Ciudad del Este, no paraguai, no início da manhã e no meio da tarde, períodos com picos de congestionamento. As lojas fecham às 16 horas, e os dias mais cheios são quarta e sábado. Não vá de automóvel. Deixe-o em estacionamentos próximos à ponte e siga de táxi, ônibus ou a pé (são apenas dois quilômetros de caminhada).

 

Depois de passar horas agradáveis apreciando a natureza, o visitante pode ainda apreciar as delícias da gastronomia típica da região e a culinária internacional, nos diversos restaurantes e bares da cidade. Tem para todos os bolsos e gostos.

 

As casas de shows também se constituem em outro grande atrativo nas noites de Foz do Iguaçu. O Teatro Plaza Foz e o Oba Oba Coper Show mostram aos turistas as danças típicas da região da fronteira.

 

A história do Parque da Foz

 

Descoberta pelo espanhol Álvar Nunes Cabeza de Vaca em 1542, as Cataratas do Iguaçu foram denominadas inicialmente de Cachoeira de Santa Maria. Sua posse foi assegurada aos brasileiros, primeiro de 1609 a 1839, pelas Bandeiras Conquistadoras Povoadoras. Mas foi em 1889 que a expedição chefiada pelo tenente Antônio Baptista da Costa Júnior e pelo sargento José Maria de Brito fundou a Colônia Militar, passando a conceder lotes aos que quisessem se matricular colonos. A região tinha então 324 habitantes, sendo 212 paraguaios, 95 argentinos e apenas 9 brasileiros. Em 1914 foi criado o Município de Vila Iguassu. Tornou-se Foz do Iguaçu em 1918.

 

Em 1916, a então pequena cidade estava em polvorosa: Santos Dumont, o pai da aviação, viera conhecer as Cataratas. Encantado com as árvores grandes e vigorosas, as ricas e diversificadas flora e fauna, maravilhado com as duas centenas de cachoeiras, Santos Dumont fora buscar a proteção e a preservação daquele santuário ainda não maculado pelo homem.

 

Em 10 de janeiro de 1939 foi criado o Parque Nacional do Iguaçu, com 185 mil hectares (240 mil, se contarmos com o Iguazú, do lado Argentino). Sua flora é composta basicamente por dois grupos: Floresta Estacional Semidecidual, caracterizada pela exuberância em espécies, rica em bromeliáceas, orquídeas, aráceas, lanas e leguminosas. O outro é a Mata de Araucária, floresta mista dominada pela araucária com ocorrências de pinheiro jovem, jerivá, guajuvira, uvaia e a erva mate.

 

Dos bichos, há vários. Muitas araras, tucanos, gaviões, beija-flores, pintassilgos, jaburus e, ainda, o macuco, pato mergulhão, arara-canindé, papagaio de peito roxo e o gavião-pega-macaco, além da anta, veado mateiro, capivara, paca, entre tantos outros.

 

O Parque Nacional do Iguaçu está situado a 18 quilômetros de Foz do Iguaçu, seguindo pela BR 469 - Rodovia das Cataratas, Km 20.