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Argelina desiste e BR ganha mais uma vaga nas Olimpíadas
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21/07/2008

Na manhã deste sábado (19) a Canoagem Slalom brasileira teve uma ótima notícia: em virtude da desistência de uma canoísta argeliana para as Olimpíadas de Pequim, a atleta brasileira Poliana Aparecida de Paula herdou a vaga olímpica da Argélia e está confirmada sua participação na China. Com a vaga da Poliana na Canoagem Slalom serão dois canoístas brasileiros que representarão o Brasil em Pequim, pois Nivalter Santos, na Canoagem Velocidade, também já estava garantido para as Olimpíadas.

 

A vaga veio para o Brasil devido à desistência da atleta argeliana Sarah Sonia Dupire, que por problemas particulares, decidiu não competir em Pequim. Com esta decisão a vaga iria conseqüentemente para o segundo colocado da Classificatória Africana - no caso o Kenia - mas como o Kenia também decidiu não ir à China, a vaga foi remanejada, segundo normas da Federação Internacional de Canoagem, para o atleta com o melhor índice do continente americano.

 

Poliana, que chegou em segundo lugar do K1 feminino na Classificatória Americana, realizada em abril, na cidade de Charlotte, nos Estados Unidos, ficou com a vaga da argeliana Sarah Sonia Dupire e conquistou, por índice técnico, o direito de ir à Pequim. - Depois de muito esforço e treinamento eu não tinha mais esperanças. Mas quando recebi a notícia que estava classificada eu fiquei extasiada. Estou realizando o sonho de qualquer atleta que é participar de uma olimpíada - comemorou a jovem canoísta de 18 anos de idade e quatro de canoagem.

 

60% das vagas da Canoagem Slalom para as Olimpíadas de Pequim foram definidas em setembro do ano passado, em Foz do Iguaçu, no Campeonato Mundial de Canoagem Slalom. As 40% restantes foram determinadas em torneios classificatórios continentais, onde cada continente disputou uma vaga no K1, K1 feminino, C1 e C2; com exceção do continente europeu que teve direito a duas vagas em cada categoria.

 

Poliana, que agora voltará intensivamente aos treinamentos buscando a melhor forma para Pequim, destacou o crescimento da Canoagem Slalom no Brasil. "Cresci muito depois que o Richard Hernanz (técnico) veio nos treinar. O fato que termos também uma pista de nível internacional (Canal Itaipu, em Foz do Iguaçu) foi fundamental para que eu treinasse e melhorasse meus índices, e conseqüentemente conquistasse a vaga para as olimpíadas",  disse Poliana.

 

Para o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini Schwertner, o crescimento e as parcerias que a Canoagem Slalom está tendo nos últimos anos foram essenciais para o país estar em constante evolução.  "Todos nós estamos muito contentes com a notícia, mas essa conquista é resultados de muito esforço coletivo, por meio das parcerias com a Petrobrás, Comitê Olímpico Brasileiro, Itaipu Binacional e Ministério do Esporte, que acreditaram no nosso potencial e estiveram presentes nos apoiando", disse Tomasini.