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ISTOÉ Dinheiro - SP
50 Empresas do Bem
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06/04/2009

Conheça as companhias que uniram os conceitos de sustentabilidade e inovação e, assim, reinventaram seus modelos de negócios e o modo de se relacionar com as comunidades onde estão instaladas.

 

Durante anos, os conceitos de responsabilidade social e inovação não se falavam, como se vivessem em mundos diferentes. O primeiro significava praticamente filantropia - bastavam algumas doações a entidades assistenciais e o carimbo de empresa responsável estava garantido. O segundo dizia respeito exclusivamente a novos produtos. Pois nos últimos tempos os dois conceitos descobriram que não vivem um sem o outro.

 

A sustentabilidade, herdeira legítima do que um dia foi responsabilidade social, depende da inovação para atingir seu principal objetivo: garantir o crescimento contínuo e a saúde financeira de uma companhia, estabelecendo uma relação amigável com a comunidade em que está inserida, seja do ponto de vista ambiental, seja do ponto de vista social.

 

Sem doses maciças de criatividade, uma empresa não consegue reinventar seus processos internos, sua cultura, seu modelo de negócios e sua interação com a sociedade de forma a se tornar sustentável.

 

DINHEIRO selecionou 50 histórias de organizações empresariais que buscam (e têm conseguido) unir sustentabilidade e inovação. De comum nesses casos, há o forte impacto provocado na sociedade por investimentos nesse sentido, mesmo que não envolvam grandes somas de dinheiro. Além disso, pode-se notar que as empresas bem-sucedidas nesse campo respeitam uma regra básica do mundo corporativo: nunca brigue com o mercado.

 

Ações sustentáveis só terão bom retorno se atenderem às necessidades dos clientes e respeitarem a lógica de negócios. Para conciliar tantas variáveis, os antigos padrões de administração já não são suficientes. Somente com inovação e postura mais arrojada é possível se adaptar ao novo mundo que se impõe.

 

25 A ITAIPU BINACIONAL está fortemente inclinada a ser a vanguarda na área de veículos elétricos na América Latina. A empresa já apresentou a versão elétrica do Palio Weekend há três anos em parceria com a Fiat e agora trabalha em várias frentes. Uma delas é reduzir o custo desse carro de passeio que ainda é o dobro do de um modelo movido a gasolina ou álcool. O principal responsável é a bateria - 50% do custo do carro -, embora para carregá-la se gastem R$ 6 para cada 100 quilômetros.

 

O coordenador geral do Projeto Veículo Elétrico da Itaipu, Celso Novais, conta que foi à Suíça tentar parcerias para trazer uma fábrica de baterias para o Brasil. Foi bem recebido. Além de ser menos poluente, o veículo só exige revisão do motor depois de rodar 100 mil quilômetros. Mas há outros desafios. Um deles é aumentar a autonomia do veículo, hoje de 130 quilômetros, além de criar adicionais de conforto, como ar-condicionado e direção hidráulica, que as versões elétricas não possuem.

 

A Itaipu planeja lançar, ainda neste ano, dois outros modelos elétricos: um caminhão pequeno e um miniônibus em parceria com a Iveco, braço de caminhões da Fiat.