A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta

Eventos
Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE)
Tamanho da letra
29/11/2017
A Itaipu Binacional vai organizar e receber, no fim de novembro, um fórum sobre a sustentabilidade do setor elétrico (a data exata ainda será confirmada). O objetivo é apresentar exemplos de boas práticas ambientais na área e defender a viabilidade de novos empreendimentos. O anúncio foi feito pelo diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Vianna, após uma reunião do conselho do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE), que aconteceu na empresa, nos dias 6 e 7 de junho.
 
“Vamos unir a FMASE, que congrega as associações do setor elétrico, e a Itaipu Binacional, a maior geradora de energia limpa do planeta, com seus programas ambientais”, resumiu Vianna. “Nossa intenção é mostrar que é possível produzir energia elétrica de forma sustentável, trazendo uma contrapartida positiva ao meio ambiente. Será uma oportunidade de mostrarmos algumas ações que Itaipu vem desenvolvendo ao longo dos anos”.
 
De acordo com o presidente do FMASE, Enio Marcus Brandão Fonseca, que coorganiza o fórum junto com a Itaipu, o encontro de novembro vai facilitar a disseminação das boas práticas ambientais das associações e das empresas, entre elas a própria Itaipu, por todo o setor elétrico. “Itaipu é uma referência no setor não só em relação à geração de energia, mas também pelas iniciativas de conservação do meio ambiente, desenvolvimento tecnológico e envolvimento com a sociedade, ações que trazem benefícios sociais enormes à região do entorno”, afirmou.
 
Na terça-feira (6), os sete conselheiros do FMASE participaram de uma reunião de planejamento estratégico, no Edifício da Produção, na Itaipu. Durante a reunião, além de anunciar o fórum de novembro, o conselho avaliou o cenário da legislação ambiental no setor elétrico.
 
O FMASE é formado por 18 associações ligadas à produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica que discutem as estratégias de condução das questões ambientais que impactam o setor elétrico. Suas resoluções acabam influenciando órgãos estaduais e federais a repensarem a legislação ambiental que impactam negativamente o desenvolvimento de empreendimentos na área de energia.
 
Defesa da energia elétrica
 
De acordo com o presidente do Fórum de Associações do Setor Elétrico (FASE, entidade-mãe do FMASE), Mario Menel da Cunha, a principal demanda do setor é agilizar o licenciamento ambiental para a criação de novos empreendimentos, como hidrelétricas e linhas de transmissão. “A nossa legislação ambiental é muito lenta, um licenciamento pode durar até 12 anos para ser aprovado. Temos que acelerar o licenciamento ambiental, mas sem perder a qualidade deste licenciamento”, afirmou.
 
Para Menel, há um entendimento equivocado de que as empresas de energia sejam prejudiciais ao meio ambiente. “Itaipu é um caso de sucesso: teve um impacto ambiental em sua construção, mas também teve as posteriores compensações. E hoje, as compensações são muito maiores que o impacto”, afirmou, se referindo às ações ambientais da empresa. “Queremos mostrar que, como acontece em Itaipu, é possível fazer uma hidrelétrica de grande porte e ter os resultados sob o ponto de vista socioambiental.”
 
Na manhã desta quarta-feira (7), Menel e os outros conselheiros do FMASE conheceram brevemente três ações ambientais de Itaipu, que mostram como é possível mitigar os impactos da hidrelétrica e trazer compensações socioambientais: o Programa Biodiversidade Nosso Patrimônio, o Projeto Veículo Elétrico e as ações da Assessoria de Energias Renováveis.
 
Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Marcelo Liviero Moraes, que também integra o conselho do FMASE, a dificuldade de vencer questões ambientais na criação de novos empreendimentos se explica por uma visão deturpada da sociedade em relação ao setor elétrico. “Itaipu é um exemplo de que uma hidrelétrica, em vez de se tornar um passivo ambiental, pode virar um mecanismo de preservação ambiental em um País onde as fronteiras agrícolas avançam todos os dias”.
 
“Impressiona conhecer ações da empresa como o investimento na tecnologia, tanto do biogás quanto do veículo elétrico, ou seja, Itaipu está na vanguarda em temas que hoje são novidade e, no futuro, serão usuais”, afirmou Moraes. “Também impressiona a qualidade dos serviços que Itaipu presta à comunidade do entorno, além da preservação da fauna e da flora da região.”
 
Condução do ministério
 
O FASE, que congrega 23 associações do setor elétrico – entre elas, o FMASE – defendeu a atuação do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, na condução da pasta. “Quando ele chegou, mostrou-se uma incógnita para o setor elétrico. Mas sua primeira ação foi reunir todas as associações, reconhecer que não é um técnico da área e se propor a trabalhar em conjunto”, conta. Para ele, a principal qualidade do ministro foi a manutenção de profissionais experientes no corpo profissional do MME.
 
“Ele tem uma equipe sensacional e foi na tentativa de manter esta equipe que o FASE manifestou uma carta de apoio ao ministro, quando houve a possibilidade de ele deixar a pasta”, lembra. “É um cara simples, direto. O ministro tem um papel de liderança que agrada os agentes do setor”, concluiu