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Ecomuseu abre três novas exposições
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18/10/2018
A delicadeza é o ponto comum das três exposições abertas no Ecomuseu de Itaipu a partir de 18 de outubro e disponíveis até março de 2019. Sway Luccas Cristalvo, Poesia do Movimento e Aovyta podem ser vistas pelo público de terça a domingo, das 8h às 17h.
 
 
Apesar de apresentarem peças e contextos totalmente diferentes, a sutileza dos detalhes chama a atenção dos visitantes. Em alguns casos, o resultado pode ser visto como uma mensagem de amor. 
 
As telas de Luccas Cristalvo revelam as potencialidades de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diagnosticado com autismo em 2016, aos 16 anos, a abertura da exposição foi a primeira vez em que ele falou em público. “Quem me conhece sabe como é difícil eu estar aqui”, afirmou. “Com amor, pois através dele é que vemos as coisas com mais tranquilidade, dedico essas pinturas e esse momento a todas as crianças que sofrem com autismo e que, assim como eu, já foram mal interpretadas.”
 
As esculturas de madeira (autômatos) de Du Salzane revelam como restos de árvores, folhas e até objetos caseiros podem ser transformados em arte. O tema escolhido para a montagem das esculturas retrata a formação e a paixão do artista. “Sou torneiro mecânico e palhaço. Procurei utilizar meus conhecimentos de mecânica para dar vida ao lixo. As 20 esculturas têm um certo movimento. Como todo palhaço, meu objetivo é transmitir amor e alegria através desses autômatos”, explicou.
 
Entre os destaques estão o astronauta de madeira à espera do foguete, um máquina de costura que recebeu dois moradores e uma pessoa com asas pairando sob o ar. “É a primeira vez que exponho num museu. Estou muito feliz, pois tudo começou despretensiosamente, há dois anos. A vida de palhaço não estava fácil. Precisava comer. Resolvi produzir as esculturas”, contou. Neste período, Du Salzane já confeccionou 107 peças. Vinte delas estão expostas e outras foram vendidas.
 
Ayovita, cuja tradução é “tear” em guarani, retrata um pouco da indústria têxtil do Paraguai, antes da produção em massa dos vestuários. As peças pertencem ao acervo do Museo de Itaipu Tierra Guarani e incluiu tecidos, materiais utilizados na confecção das peças e réplicas de teares. Ana Burro, arquiteta do museu paraguaio, contou que essas peças estavam armazenadas há mais de 30 anos e foram restauradas para a exibição ao público. 
 
“Todo o acervo foi restaurado. Para nós, é muito gratificante contar uma pouco da história do tear, que é tão antiga quanto a da humanidade”, afirmou. São neste tipo de tear que são confeccionados os tradicionais ponchos paraguaios de 60 listras.
 
Como visitar
 
Os ingressos custam R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia entrada) e permitem o tour completo pelo Ecomuseu. O espaço tem ainda outras atrações, como a maquete de piso da região de Itaipu, a maquete da construção da usina e até mesmo um caminhão e um barco usados durante as obras da hidrelétrica. Moradores dos municípios da região trinacional, lindeiros ao Lago de Itaipu e ao Parque Nacional do Iguaçu não pagam.
 
Local: Ecomuseu de Itaipu (Avenida Tancredo Neves, 6001, Foz do Iguaçu-PR)
 
Horário de visitação: de terça a domingo, das 8h às 17h
 
Informações: ecomuseu@itaipu.gov.br | (45) 3520-5816