Valorização do Patrimônio Institucional e Regional
Tamanho da letra

Desde 1975, em seu Plano Básico de Conservação do Meio Ambiente, a Itaipu propôs a criação de um museu como uma das medidas mitigadoras do impacto decorrente da construção da usina, visando a salvaguarda de acervo representativo dos estudos, pesquisas e inventários realizados por Itaipu antes, durante e após a formação do seu reservatório.

Assim, em 16 de outubro de 1987, o Ecomuseu de Itaipu foi criado para as funções de coleta, pesquisa, conservação, interpretação, apresentação e explicação de um conjunto coerente de elementos naturais e culturais representativos do meio ambiente regional, tendo como base de trabalho a vinculação da região (território) com elementos representativos da natureza e do desenvolvimento cultural (patrimônio) e com a população local (comunidade).

Em 2004, as ações sob responsabilidade dessa unidade de memória e educação ambiental de Itaipu foram realinhadas com a nova missão da empresa e nos fundamentos e conceitos do programa Cultivando Água Boa.

É objetivo geral do programa resgatar, preservar, valorizar e difundir o patrimônio histórico-cultural, técnico-científico e ambiental de Itaipu, tornando-se um verdadeiro instrumento de comunicação e educação para as gerações presentes e futuras.
 
Para atender a estratégia e os objetivos propostos, o programa é desenvolvido através de ações como:

- Conservação do acervo museológico;
- Resgate e socialização da memória institucional e regional, por meio de ciclo de memórias e exposições permanentes, temporárias e itinerantes; 
- Complementação de obras do circuito museográfico; 
- Documentação técnica do Ecomuseu de Itaipu; e
- Acompanhamento da manutenção da infra-estrutura civil e mecânica.
 
O Programa tem como parceiros e beneficiários diretos instituições públicas e privadas e a comunidade regional, representadas por associações de artistas, funcionários de 29 Secretarias de Cultura e Educação da Região da Bacia do Paraná 3 (BP3), Museus e Centros de Cultura, entre outras instituições afins.

Indiretamente, milhares de turistas nacionais e estrangeiros se beneficiam dessa iniciativa ao visitar o circuito de exposições permanentes e temporárias do Ecomuseu, com uma média mensal de 2 mil pessoas, somando mais de um milhão de visitantes em seus 21 anos de atividade.

Assegurando o resgate e a socialização da memória e da cultura, anualmente são realizados dois Ciclos de Memória Regional e Institucional.

Da mesma forma, são apresentadas ao público do Ecomuseu, anualmente, quatro novas exposições, sendo duas de artes e duas com temas socioambientais de interesse comunitário e da Itaipu.

Atendendo à demanda regional e aos programas socioambientais da empresa, o Ecomuseu possui ainda três exposições itinerantes com temas históricos e de reflexão social.

Também constituem resultados do programa a complementação do circuito museográfico do Ecomuseu, com atualização de exposições de longa duração e a inclusão dos grandes acervos externos.

Mais recentemente, como resultado das parcerias estabelecidas, o programa tem estimulado e facilitado a constituição da Rede Regional de Cultura, Memória e Museus, composta por representantes de instituições públicas e privadas e da Itaipu Binacional, e de um Centro Virtual de Memória Regional, em fase de diagnóstico e guarda de acervo virtual.

Como resultado das ações técnico-científicas desenvolvidas nesse programa, são rotineiramente conservadas cerca de 20.000 peças do acervo museológico da Itaipu, entre maquetes, aquaterrário e objetos representativos das coleções arqueológicas, geológicas, etnográficas, históricas (insígnias, objetos comemorativos, numismática, máquinas e equipamentos, documentos históricos), faunísticas (entomologia, taxidermizados e ictiofauna), botânicas (exsicata, carpoteca, xiloteca, semioteca e herbário), de ciências e tecnologia, e de artes.

Conteúdo Relacionado
Não existem arquivos disponíveis.