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Produção de mudas
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A Itaipu não faz somente o reflorestamento do entorno do lago. A usina também produz as mudas a serem plantadas nas margens brasileira e paraguaia.

Atualmente, estão em atividade três viveiros, um no Paraguai e dois no Brasil, em Foz do Iguaçu e o de Santa Helena, que funciona dentro de uma parceria com Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Um projeto de minhocultura da margem paraguaia assegura o fornecimento de húmus como adubo orgânico para a produção de mudas. A produção de húmus atinge a marca de 9 mil kg por mês.

Ação iniciada em 1976 com o intuito de fornecer plantas para programas de arborização de ruas, praças e parques, o viveiro florestal da Itaipu na margem paraguaia produz atualmente 500 mil mudas por ano, entre espécies florestais e frutíferas, 80% delas nativas.

Das mudas produzidas, 70% são utilizadas em programas desenvolvidos pela Itaipu de assentamento, jardins, reflorestamento, arborização e educação ambiental.

O restante é doado a municípios e projetos educativos, com prioridade para a área de influência da usina. A quantidade de mudas entregue anualmente é de em média 250 mil unidades.

A Itaipu também dispõe de um Parque Botânico, o Arboretum, uma coleção de árvores e arbustos com 341 espécies, 200 delas exóticas e 141 nativas. A iniciativa surgiu por suas aplicações didáticas para os próprios empregados como para os visitantes e estudantes interessados no tema.

As coleções fornecem uma representação sistematizada da biodiversidade, subsídio para estudos relativos à variedade taxonômica e sua distribuição no espaço.

Promovem também o uso responsável e a conservação dos recursos vegetais mediante a pesquisa, a educação e a difusão da ciência. E contribuem para estimular o ensino da botânica, fomentando a conservação, a divulgação e o estudo da flora e do meio ambiente.

Viveiros brasileiros

Os viveiros da Itaipu no Brasil desenvolvem mudas de 75 espécies de árvores nativas, com destaque para a peroba (Aspidosperma polyneuron), o ipê roxo (Tabebuia avellaneda), o cedro (Cedrela fissilis), o pau-marfim (Balfourodendron riedeliamum) e a canafístula (Peltophorum dubium).

Um programa desenvolvido pela Itaipu para evitar o “incesto” entre árvores permite que a empresa produza sementes de alta qualidade, caracterizadas pelo que os cientistas chamam de alto grau de variabilidade genética.

Essas sementes são resultado de uma pesquisa sem similar no Brasil, que começou a ser feita em 1991.

O programa é executado por técnicos da própria Itaipu, com o auxílio da bióloga brasileira Ingrid Peters Robinson, professora da Universidade de Albany, dos Estados Unidos.

As árvores, a exemplo dos animais, também podem comprometer seus descendentes quando produzem sementes fecundadas pelo pólen de uma árvore da mesma família.

Neste experimento em particular, as sementes são produzidas numa área de 86.480 metros quadrados (equivalente a oito campos de futebol), localizada próxima à hidrelétrica, onde foram plantadas cerca de 5,7 mil mudas de árvores de 14 espécies nativas da região.

As mudas foram obtidas a partir de sementes colhidas na natureza por pesquisadores com rigor científico.

Uma equipe especializada realiza a coleta de sementes em no mínimo dez árvores matrizes de cada espécie, em diferentes locais da região. É a forma de obter uma variabilidade genética recomendável.

Em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pesquisadores independentes, a Itaipu desenvolve desde 1987 mais de 40 experimentos diferentes, com mais de 180 espécies de árvores nativas e exóticas.

"3 viveiros produtores de mudas estão em atividade no Brasil e no Paraguai"
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